<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504</id><updated>2011-04-21T10:44:25.534-07:00</updated><title type='text'>.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rodaamerica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1889126985775162247</id><published>2008-07-03T22:05:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T08:58:11.251-07:00</updated><title type='text'>Roda América na Uol!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como quase todos sabem, o blog do Roda América foi convidado a ser hospedado pela Uol. O novo endereço é o seguinte: &lt;a href="http://www.rodaamerica.blog.uol.com.br/"&gt;http://www.rodaamerica.blog.uol.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Roda América entrará numa sessão chamada "Blogs Legais", onde estão páginas de celebridades ou simplesmente blogs interessantes. Óbviamente não estou na parte das celebridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fico feliz pelo reconhecimento da aventura e da viagem, e agradecido a quem impulsionou tudo isso. Agradeço a Roberta Maia (&lt;a href="http://www.robertamaia.com.br/"&gt;http://www.robertamaia.com.br/&lt;/a&gt;) pela paciência comigo e pela excelente programação do novo blog. A Rodrigo Pinto, meu melhor amigo e Sancho Pansa oficial, pela logo da viagem e mais do que tudo pelo apoio quando poucos acreditaram em mim. Como vou acabar me esquecendo de tantos nomes, somente deixo um grande "Muito obrigado a todos que me ajudaram".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, rodem a américa junto comigo! Compartilho tudo com muito carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Martins&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1889126985775162247?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1889126985775162247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1889126985775162247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/07/roda-amrica-na-uol.html' title='Roda América na Uol!'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1517265778578463924</id><published>2008-05-20T23:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T23:09:15.205-07:00</updated><title type='text'>Pé na estrada, companheiros!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Enfim as coisas começam a se ajeitar pro meu lado, e com isso finalmente posso anunciar que seguirei viagem por volta do dia 30 de junho. Contrariando a todas as expectativas, mesmo quando até eu quase desacreditei em mim, deu pra superar mais essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sinto dores no joelho, mas já posso caminhar sem bandagens, e tudo indica que voltarei a correr em duas semanas mais. É fato que a dor vai me acompanhar pelo resto da viagem, mas quem disse que seria fácil? Sei que todos no Brasil andam preocupados com isso, a julgar pelas dezenas de e-mailsque recebo dizendo que não sou o super homem e que talvez seja a hora de parar. Definitivamente estou longe de ser um super homem, porém tenho determinação, planejamento e responsabilidade com as coisas que quero muito. Na ausência de super poderes, utilizo o que tenho de melhor em mim para prosseguir, e não preciso de muito mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao meu salário que nunca chegava, perdi a paciência e entrei com uma ação no Ministério do Trabalho boliviano, simplesmente para reclamar pelo que era meu por direito. Inicialmente tive medo de colocar tudo a perder ao fazer isso, até por saber que enfrentaria na corte um dos melhores advogados da Bolivia, com o agravante de não ter grana para pagar um. Na ausência de advogados, peguei emprestado um livro de leis trabalhistas bolivianas e comecei a estudá-lo feito um louco. Tenho a impressão de que depois disso eu até passaria no exame da “OAB” boliviana, e que minha irmã advogada e estudiosa não leia esta barbaridade de um pé rapado como eu. Enfim, o fato é que depois de uma cansativa audiência, com direito a golpes baixos inimaginéveis, consegui refutar as objeções, partir para o ataque e ganhar este estranho e novo jogo legal. Os advogados que me perdoem quanto a provavél opinião infundada, mas este tempo de Bolívia tem me ensinado que a lei normalmente serve como ferramenta do mais forte para coagir o mais fraco, sendo o rico obviamente o ocupante do lado mais forte nesse mundo capilalista metido a besta. Saí da audiência vitorioso, de alma lavada e com alguma ligeira fé na justiça perante a tanto advogado vendido nesse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, recuperei a grana do salário, mas com isso ainda não daria pra pagar as dívidas que fiz nestes 3 meses esperando a boa fé alheia. Para reverter este quadro, na próxima semana começarei a trabalhar meio período como cheff aqui no hotel e meio período como Consultor de Marketing externamente. Juntando essa trabalheira toda com as horas de treino, dormirei não muito mais do que 5 horas diárias, mas em troca terei a segurança de que meu sonho segue em passos firmes. Para completar a festa, esporádicamente estou dando aulas de marketing na Universidade Católica de La Paz – uma espécie de PUC boliviana – substituindo um professor amigo meu. Em 5 semanas dando aula e trabalhando como consultor, terei grana suficiente pra pagar as dívidas, comprar minha câmara que foi roubada e ainda ficar com uma módica quantia para meter o pé na estrada. Mal posso acreditar em como tudo se ajeitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É compreensível que todos pensem que tantas desditas não valem a pena, mas permitam-me contradizer isso, com base a tudo o que tenho vivido e aprendido nesse mundão grande que agora é meu novo lar. Saí do conforto de minha casa no Rio de Janeiro justamente para viver a vida, com todos os seus prós e contras, o que é muito melhor do que esperar que as coisas caiam do céu. Realizo um sonho, o que invariavelmente significa sair da zona de conforto e enfrentar a vida de frente, descobrindo que ela e eu não somos exatamente inimigos. Amo as coisas boas que surgem no caminho, mas meu coração fica faiscando quando enfrento um novo desafio, e com isso vou crescendo e aprendendo a ser alguém melhor. Não posso mais negar que me transformei em um aventureiro compulsivo e feliz com as atrocidades em que meto, mas a vida tem sido muito mais bela e simples enquanto tenho feito o que quero, como quero e com quem quero. Viver bem é sempre uma questão de escolhas, e sou feliz com as que tenho feito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1517265778578463924?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1517265778578463924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1517265778578463924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/05/p-na-estrada-compenheiros.html' title='Pé na estrada, companheiros!'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-7059678394177242007</id><published>2008-04-28T21:54:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T21:57:12.574-07:00</updated><title type='text'>Mudar o mundo. Porque não?</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Hoje ao jogar o lixo fora, me deparei com duas senhoras que aguardavam para recolher as sobras de comida que eu trazia em minhas mãos. Ambas aparentavam pelo menos uns 60 anos de idade, mal tendo energia para carregar tanto peso. Elas aguardaram a minha chegada por mais de duas horas a fio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Juntei minhas últimas moedas, literalmente as últimas, para comprar-lhes algumas frutas, tendo com isso algum tempo pra conversar sobre o que acabara de ocorrer. Com uma surpreendente naturalidade, uma das senhoras me disse que o lixo que eu trazia em minhas mãos seria sua única refeição do dia, e que ainda dava pra guardar algo para sua neta que acabara de nascer. É claro que não foi a primeira vez que vi gente batalhando pelo lixo, mas desta vez finalmente me dei conta de que isso não pode ser normal nem tolerável. Realmente não entendo mais como seria possível não se revoltar com tamanha desigualdade. Não, as coisas não precisam ser assim. Não enquanto existirem pessoas que compreendam o quanto isso é inconcebível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Hoje paguei pela comida delas, porém quantos mais como eu seriam necessários para que pessoas como as duas senhoras não tenham mais fome? Mais do que de alimento, precisamos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;criar a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;vontade de lutar por uma vida melhor para todos, despertar a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;consciência de que as coisas são assim também por nossa omissão. Sempre foi muito fácil pensar que a sociedade é injusta e desigual, mas agora vejo que também sou parte disso, apenas por minha conivência. Não adianta dar esmola, é preciso pensar em como fazer a diferença de verdade. Não, não sei o que fazer ainda, tampouco penso que sou capaz de mudar o mundo sozinho, mas quem sabe outros tantos como eu juntos conseguiriam algo de real importância. Longe de mim ser um novo Che Guevara, mas de fato ao fazer viagens tão profundas a gente descobre que alguma mudança substancial precisa ocorrer na sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Com o tempo descubro o quanto o mundo vai além de meu umbigo, e que algo de muito grande precisa ocorrer para que meus filhos possam ter uma vida ao menos ligeiramente digna. Não penso em armas ou bravatas, apenas em uma ideologia que seja capaz de mobilizar as pessoas para um mundo mais justo. Não é suficiente dizer que há gente morrendo por não ter o mínimo para viver, não se isso ocorre bem distante nossos olhos. Nos livros de histórias aprendi muito sobre as revoluções, porém somente o contato com o mundo me fez perceber a importância de revolucionar a mim mesmo antes de tudo, e se possível convencer aos outros para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que façam o mesmo. Então que seja cultivada e exercitada nossa capacidade de indignar-se com o que antes pareceria óbvio, para que finalmente nos demos conta sobre o que pode ser feito para que as coisas não sejam mais como são.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-7059678394177242007?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7059678394177242007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7059678394177242007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/04/mudar-o-mundo-porque-no.html' title='Mudar o mundo. Porque não?'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-4334568407562270720</id><published>2008-04-21T22:45:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T09:57:54.899-07:00</updated><title type='text'>Joelhos rompidos, problemas judiciais e outras bobagens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Grandes problemas novamente, e ainda não faço e menor idéia de como resolvê-los... Dessa vez a força de vontade não vai ser o suficiente, então preciso me reinventar. Enfim, já virou rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, acaba de contecer o que o meu treinador, minha amiga fisioterapeuta e muitos outros previam: Rompi os ligamentos dos dois joelhos. Um belo dia você está andando, quando de repente escuta um “crack”, se contorce com uma dor jamais antes sentida e não consegue mais caminhar. Pois bem, em um belo outro dia acontece o mesmo com o outro joelho... Consultei um fisioterapeuta aqui em La Paz, que me disse que em teoria precisaria operar tudo isso, mas tal feito me deixaria inativo nas pedaladas por uns 6 meses, dos quais eu não disponho. A boa notícia é que pedalar assim não vai me causar perigos graves, somente uma dor insuportável que vai me acompanhar sazonalmente. Sempre ouvi que todo atleta aprende a se acostumar com a dor, e este vai ser o meu mais novo aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro grande obstáculo que terei de enfrentar será quanto ao recebimento do meu último salário da empresa onde trabalhei como consultor de marketing. Além da previsão de que a grana de fevereiro chegará somente em 21 de maio, há a possibilidade de que meu querido chefe americano resolva pagar meu salário somente mediante a um processo judicial, o que vai me gerar alguns anos de justiça boliviana para ver a cor da grana. Como meu visto de turista na Bolívia acaba de expirar, preciso passar um dia no Peru e voltar para a Bolívia para ter um novo carimbo de permanência, e óbviamente não tenho grana para isso. Pagarei uma multa por cada dia de atraso, e ainda não faço a menor idéia de como resolver esta questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre disse por aqui que sabia que as coisas dariam certo, mesmo sem fazer idéia do meio com que isso ocorreria, mas agora a coisa mudou um pouco de figura. Tenho medo, muito medo, e me sinto extremamente inseguro. Preciso de uma idéia genial para poder pagar a minha conta do albergue onde me hospedo, aprender a suportar diariamente a dor no joelho que agora vai me acompanhar por toda a viagem, e ainda por cima aprender a ter paciência para não agir por impulso e colocar tudo a perder. Todos me dizem que este é o momento de ter calma e esperar, mas este nunca foi o meu estilo. Nunca fui um grande atleta, tampouco nasci com dom para qualquer coisa, mas com força de vontade e dedicação aprendi a superar essa desvantagem inicial. Se perco estas duas coisas, preciso encontrar uma nova habilidade em mim. Não, não encontro nada, mas preciso criar uma nova oportunidade para que a nova solução genial venha à galope.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Me olho no espelho e não vejo mais o aventureiro de antes, tampouco o brilho nos olhos que me fazia crer que tudo estava ao meu alcance. Já perdi dinheiro, saúde, meu pai e muito mais, mas sem a auto confiança de que passaria por tudo isso fica mais difícil de passar pelos novos obstáculos. Acho que sair de La Paz vai ser o meu maior desafio desde que iniciei a aventura, pois desta vez luto simultaneamente contra a justiça boliviana, meus joelhos e minha mente, isso sem ter a segurança de que estou preparado para tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me recordo que em minha infância morria de medo das trovoadas, até que finalmente me dei conta de que o prazer de tomar banho de chuva era capaz de me fazer superar o medo. Penso que meu prazer em viver a vida intensamente possa me fazer sair de peito aberto durante as novas trovoadas, das quais eu tanto temia. Cada vez mais recebo e-mails que me dizem o quanto sou incapaz de seguir até o final da jornada, mas ainda tenho a vantagem de saber que somente pessoas óbvias se compadecem com previsões óbvias. Posso ser o que for, mas ainda sei que posso contrariar as expectativas comuns.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-4334568407562270720?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4334568407562270720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4334568407562270720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/04/joelhos-rompidos-problemas-judiciais-e.html' title='Joelhos rompidos, problemas judiciais e outras bobagens'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-5432659826349469557</id><published>2008-03-18T02:03:00.000-07:00</published><updated>2008-03-24T16:53:57.426-07:00</updated><title type='text'>Com o pé na cozinha, literalmente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Antes de tudo, quero pedir a paciência de vocês quanto aos meus erros bobos de português, assim como por meu vocabulário que está ficando cada vez mais reduzido. O que passa é que não tenho com quem falar português já há um bom tempo, por isso sinto cada vez mais dificuldades em encontrar as palavras mais simples, isso quando sem querer não mando um portunhol de meia tigela. Juro que no Brasil escrevia muito bem...por isso peço um pouco de paciência. Bom, dito isso, vamos ao que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade principal, que pensando bem não é tão novidade assim, é que mais uma vez adio meus planos de saída de La Paz. Por diversas razões, não exatamente emocionantes o suficiente para detalhar aqui, o salário de todos os empregados da empresa onde eu trabalhava foi retido, o que vai me fazer aguardar aqui por um tempinho mais. Com esse último salário vou comprar umas coisas para a Capitu, um nova câmara (sim, roubaram a minha por aqui), e reservar um pouco para os imprevistos até o Peru. Como por aqui terei despesas até que a grana chegue, juntando com as coisas que vou ter que comprar, mais uma vez vou sair com pouca grana, mas todos sabem que isso não é exatamente um problema para mim. Tenho tudo o que preciso abaixo de meu capacete e em cima de meus sapatos, então o resto se ajeita com tranquilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos dias comecei a trabalhar na cozinha daqui do meu hostel, pra economizar a grana de hospedagem e comida. Acho que finalmente estou trabalhando em algo mais de acordo com as minhas expectativas ao sair do Brasil, e confesso que estou me divertindo muito com a simplicidade dos meus novos colegas de trabalho. Outra grande vantagem é que estou aprendendo a cozinhar coisas de quase todo o mundo, passando por pratos asiáticos, europeus e sulamericanos. Pode parecer estranho para alguns o que vou dizer, mas creio que pelo menos uma vez na vida deveríamos experimentar o ato de servir a alguém. É um ato que exige grande humildade, o que não necessariamente quer dizer que se trata de uma relação de inferioridade. O fato é que definitivamente sou um cara mais adepto ao pessoal da cozinha, embora necessite conviver com o pessoal de gravata. Sendo assim, até que eu siga viagem vou dando uma de Cheff em La Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto vou seguindo por aqui, caros amigos. Treinando diariamente levantando pesos com latas de tinta, subindo montanha correndo, ganhando peso e etc. Praticamente um Rocky Balboa. rs&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-5432659826349469557?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/5432659826349469557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/5432659826349469557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/03/com-o-p-na-cozinha-literalmente.html' title='Com o pé na cozinha, literalmente'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-4211502768392232372</id><published>2008-03-03T02:58:00.001-08:00</published><updated>2008-03-03T03:09:40.840-08:00</updated><title type='text'>A recuperação</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Depois de um certo tempo, posso dizer com seguridade que estou 100% recuperado do que passou com meu pai e de tudo mais, pronto mais uma vez para seguir em frente. Não, definitivamente não foi fácil, mas a vida está por aí pra ser vivida, então que vivamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;No auge da tristeza disse que não tinha mais de onde tirar forças em mim pra superar a morte de meu velho, e isso se manteve. Descobri que quando não há mais de onde tirar força, tantos e tantos amigos, familiares e desconhecidos chegam para dar tudo de si para que alguém fique melhor. Assim, sem pedir nada em troca nem nada. Puxa, não me faltaram abraços, amigos, carinhos e palavras de consolo, algumas vezes boas outras cheias de coisas em que não acredito, mas igualmente cheias de um altruísmo inacreditavelmente forte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Por aqui no meu hostel em La Paz tive uma verdadeira família ao meu lado. Como sabiam que eu não queria subir ao bar para comer, todos traziam refrigerantes, chocolates e sanduíches a todo instante, sendo que traziam exatamente o que sabiam que eu gostava. Como se somente isso não fosse suficiente, o pessoal se juntou pra comprar uma passagem de ida e volta pro Rio de Janeiro, pra poder ir ao funeral. Nem todos por aqui têm muito dinheiro, mas cada um cedeu um pouquinho pra poder ajudar. Agradeci comovidamente, mas não aceitei. Como ateu praticante que sou,penso que meu pai se foi e findo, por isso não há mais seu Batista em La Paz, Rio de Janeiro ou onde quer que seja, por isso não me faria muita diferença estar no seu enterro. Meu pai agora segue comigo, pra onde quer que eu vá. Não em espírito nem nada de místico, mas em minha lembrança, no que com ele aprendi, no que agora por ele viverei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Agradeço imensamente a todos os e-mails que recebi e a todas as pessoas que estiveram ao meu lado. Galera, com vocês tudo foi muito mais fácil. Cada um ajudou de sua maneira... Não me faltou carinho, apoio, xingamentos pra fazer a gente pegar no tranco, ou simplesmente aquela coisa de “estamos juntos, pro que der e vier”. Claro que também apareceram os já tradicionais internautas que me encheram de conselhos egoístas do tipo “faça isso por nós”, “você não tem o direito de abandonar um sonho” e etc, como se eu fosse um livro de auto-ajuda ambulante. Sei lá, povo, vocês podem me trocar tranqüilamente por um livro do Paulo Coelho, Seicho-no-ye, sei lá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Creio que não só tenha me recuperado, como agora tenho na morte de meu pai um incentivo extra pra seguir em frente, por isso agora me sinto mais forte do que nunca. Sei o quanto meu velho se orgulhava de minha viagem, e sei exatamente o que ele esperaria de mim nessa hora, então que siga a viagem, o sonho, a vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Obrigado, muio obrigado a todos...Não teria conseguido sozinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-4211502768392232372?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4211502768392232372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4211502768392232372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/03/recuperao.html' title='A recuperação'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1760865886131347149</id><published>2008-02-18T00:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-18T00:49:23.535-08:00</updated><title type='text'>A morte de meu pai, meu herói.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Hoje escrevo em pleno dia mais difícil da viagem, em pleno dia mais difícil da minha vida. Meu pai, que sempre foi meu melhor amigo e meu grande herói, acaba de falecer…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tenho comigo a foto do último momento em que o vi, enquanto já com toda a equipagem passei antes em seu trabalho e disse “pai, tô indo…”. Nunca tinha visto meu pai chorar, mas dessa vez ele não conseguiu prender. Me olhou com aquele olhos tristes e simples de sempre, mas evitou dizer qualquer palavra. Apenas me abraçou longamente, dizendo finalmente que sentiria minha falta. Meu pai não queria que eu viajasse, mas segui mesmo assim, e sinto que a culpa vem me cobrar um alto preço por minha ousadia. O que passa é que o preço de realizar um sonho está alto demais pra mim, e não sei se desta vez consigo pagar por ele. Não tenho mais força, não mais, acho que desta vez fui pego de jeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sei que celebrei ao máximo meu pai enquanto ele estava vivo. Talvez ninguém mais do que eu tenha dito o quanto o amava, ou tenha estado mais ao lado dele nas piores e melhores horas. No vídeo que fiz para ele no natal, disse tudo o que queria dizer mas esperava um momento especial, porém felizmente percebi em tempo que qualquer momento pode ser especial, e que a vida pode ser curta demais pra se deixar algo pra depois. Disse tudo aquilo porque que o tal momento especial poderia nem chegar antes da minha morte, não da ele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Até no momento da morte vi o quanto eu era igual ao meu pai...Ele resolveu fugir do hospital pra ver os amigos, e pensei estupefato em quem seria idiota o suficiente pra fazer isso. Pois é, eu... Exatamente por saber que meu pai era tão igual a mim, com ninguém mais no mundo queria compartilhar tudo o que vi, vivi e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;senti, pois ninguém melhor do que ele saberia o que uma viagem significa pra mim. Agora não há mas pai, e junto com ele morreu aquela vontade de voltar e dizer “você tinha que ter visto isso, meu velho!”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                             &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;Acho que nunca senti uma dor tão forte em toda a minha vida. Puxa, cheguei em La Paz e perdi todo o dinheiro, mas já recuperei, depois perdi minha saúde e quase morri, mas estava me recuperando. Mas agora, perder meu pai é um golpe demasiado forte pra mim, justo no meu momento mais fraco. Tive nestes meses as decisões mais importantes da minha vida, e as tomei sem pestanejar. Primeiro deixo um emprego milionário em Nova Yorque, pensando que meu sonho era mais importante do que isso, e fiz o mesmo pensando que meu sonho era mais importante do que um grande amor que encontrei. Mas agora não dá pra pensar que meu sonho é mais importante do que meu pai...Meu pai é uma das coisas mais importantes da minha vida, e poderia largar tudo pra poder dar um longo abraço no meu velho de novo... Nesta viagem perdi meu dinheiro, depois minha saúde, agora um dos meus laços mais fortes, por isso não sei por onde mais posso ser atingido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Recebo diariamente montões de mensagens de gente que tem o Roda América como um exemplo a seguir, mas sinto informar que dessa vez todos terão que arranjar outro messias. Sempre disse que sou um cara normal, então tenho o consolo de saber que não os decepciono pelo fato de ter avisado antes. Hoje não dá pra ser valente, não dá pra ser herói. Hoje não dá pra ser nada. Tento tirar forças não sei mais de onde, porém não se trata mais de poder seguir viagem, pois apenas quero o minímo de condição emocional para poder sair da cama pra comer algo ou caminhar. Nos piores momentos de minha vida sempre soube o que fazer, mas dessa vez me encontro completamente perdido e sem a menor idéia de absolutamente nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Puxa, um dos grandes motivos de seguir em frente foi pra dar orgulho a pessoas como meu pai, e sempre trabalhei muito pra ser um filho digno da educação e do carinho que recebi. Mas agora...de que me serve o orgulho quando não há mais um abraço? De que me serve um sonho quando se vai uma pessoa que amo? Minha cabeça por hora está demasiadamente confusa, mas tenho a ligeira impressão de as coisas não têm valido a pena o suficiente. Trocaria tudo o que vivi e conquistei por alguns segundos mais com o meu velho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Claro que conservo o mínimo de racionalidade pra ter a noção de que não estou em condições de tomar decisão alguma, mas há a possibilidade de que o Roda América termine por aqui. Sim, acho que até mesmo os sonhos têm limites...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1760865886131347149?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1760865886131347149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1760865886131347149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/02/morte-de-meu-pai-meu-heri.html' title='A morte de meu pai, meu herói.'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-6006475496566692383</id><published>2008-02-06T20:39:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T20:46:52.617-08:00</updated><title type='text'>Hepatite, Salmonela e outras bobagens.</title><content type='html'>&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Antes dou a notícia de que finalmente encontraram um substituto pra mim no trabalho em La Paz,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o que me faria pedalar já no dia 11 rumo ao Peru. Pois é, quando eu já contava os dias pra meter o pé na estrada, eis que ganho a companhia de 3 amigos ilustres, respeitados e inesperados: Hepatite A, Salmonela e infecção urinária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;As três coisas vieram provenientes da alimentação boliviana, que ja disse por aqui que não é exatamente um padrão internacional de higiene.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Depois da primeira vez com Salmonela, aprendi a não comer mais na rua e etc, mas mesmo assim continua sendo uma questão de sorte não ficar doente. Imaginem o seguinte: Como quase não existem supermercados por aqui, e quando existem são caros, todos os restaurantes compram carnes, verduras e afins dos chamados mercados populares, então até mesmo um restaurante de luxo já fica com a qualidade de sua comida meio duvidosa. Nestes mercados populares as carnes não ficam no gelo, geladeira ou qualquer coisa parecida, e cortam as carnes com a mesma mão sem luva com que te dão o troco, isso quando não fumam enquanto cortam a carne e etc. Sem contar o chão cheio de lama, o ambiente que fede a urina e o pessoal que espirra em cima da comida e depois te dá. Agora, com essas noções tremendas de higiene, não dá pra pensar que um filho da puta desses vai lavar a mão depois de ir ao banheiro (tirem as crianças da sala, hoje tô puto. Rs).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Pois é, comi uma bomba. O negócio é que como a Salmonela é rencidente ela corria o risco de ser crônica, e também que com ela e mais a infecção urinária eu teria que tomar antibióticos pesados, mas comprometeriam o fígado ferrado pela hepatite. Não me sinto tão mal assim, mas os médicos cismam de dizer que eu preciso de muitos cuidados, sendo que um deles até perguntou &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;se não poderia voltar ao Brasil pra me tratar, ouvindo de minha boca apenas um “muchas gracias por la preocupación” enquanto eu, novo pavio curto do pedaço, me segurava pra não mandar o sujeito&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tomar bem no meio do rabo gordo dele ou ter um sistema de saúde decente pra me tratar. Tá, tô desbocado e irritado, mas ninguém pode dizer que não avisei...rs &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O fato é que amanhã vou ser internado, mas sei que nem tudo está perdido, pois afinal me emprestaram um game boy enquanto isso (com Mario Kart e tudo). Tá, falando sério agora. Avisaram que o tratamento não vai ser nada que vá trazer sequelas ou com procedimentos de risco, coisa muito tranquila, então o pessoal pode ficar despreocupado, de verdade, MESMO. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A parte boa disso tudo é que os doutores ficaram impressionados com a capacidade de recuperação do meu corpo, pois há 5 dias atrás eu tinha 3 tipos de Salmonela &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;(de 4 possíveis), e com isso em breve quem sabe teria que operar, mas o meu corpo expulsou 3 e está prestes a expulsar a quarta em um período de tempo nunca antes visto pelo pessoal, e por isso apenas a Hepatite preocupa os caras agora, fora que não há mais riscos de operação nem nada drástico. Confio no meu corpo. Meu problema agora é mais psicológico do que físico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Tenho recomendação médica de ficar 1 mês sem atividade fisica alguma, justo quando estava com o melhor condicionamento que havia alcançado desde o início da aventura, fora o fato de que vou perder alguns preciosos quilinhos. Com isso tudo vou ter que voltar a pedalar perdendo tudo o que eu conquistei nestes 3 meses de treinamento intenso em La Paz... Puxa, cheguei aqui e perdi toda a grana, comecei tudo do zero e trabalhei duro pra juntar a grana de novo. Quando recupero a grana, começo tudo de novo de novo na parte física! No momento não sou lá um exemplo de força e perseverança pra começar tudo de novo, de novo, porém estou mais do que convencido de que não dá pra ser forte sempre, por isso já sei que isso é apenas temporário. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Estou cansado de me recuperar e perder tudo...realmente cansado. Um padre italiano que conheci no Mato Grosso do Sul dizia que não é bom ficar doente longe da mãe, e quem sabe seja somente isso...rs&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Tinha muitos planos para a próxima semana, já imaginando o cheiro das montanhas, o vento a correr na face e os olhares puros dos povos no meio do nada, já com meu coração saltitante e os olhos acesos como os de uma criança. Enfim, meus olhos no momento se encontram apenas amarelados devido a Hepatite, mas creio que em breve voltarão com a vivacidade dos aventureiros, com o coração saltitante dos sonhadores que realizam um sonho. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Enfim, a boa notícia é que provavelmente conseguirei o que muitos queriam e poucos concluíram: Zerar o modo carreira do Mario Kart. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-6006475496566692383?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6006475496566692383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6006475496566692383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/02/hepatite-salmonela-e-outras-bobagens.html' title='Hepatite, Salmonela e outras bobagens.'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-6395987567183864197</id><published>2008-01-17T06:49:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T08:47:44.555-08:00</updated><title type='text'>Trabalho X Sonho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No momento estou em meus últimos dias de labuta pesada em La Paz. Muita pressão, stress e etc devido a uma reunião que haverá em breve com o Ministro de Turismo da Bolívia. Para mim, que esperava simplesmente limpar banheiros por essas bandas, fazer uma estratégia de defesa de marca para o governo se revela uma agradável mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, nem tudo são flores. Tenho trabalhado umas 12 horas por dia, e ainda ido treinar umas 4 horas diárias para poder seguir viagem em breve, trabalhando normalmente por pelo menos umas 8 horas aos sábados ou domingos. Pois é, descobri o estilo americano de trabalho, em que é inadmissível que se tenha qualquer tipo de vida extra trabalho. Imaginem o seguinte diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom – Digo eu ao meu chefe americano – estou trabalhando desde as 5 da manhã e agora são 8 da noite. Estou saindo para ir treinar, ok?&lt;br /&gt;- Como assim??!! – Diz meu chefe aos berros – Porque já? Você tem um monte de metas a cumprir ainda!!&lt;br /&gt;- Ok, mas são com prazo para daqui a 1 semana!&lt;br /&gt;- Que importa! Se você terminar antes poderemos te dar outras metas mais ousadas. Porque você quer ir? Desmotivação?&lt;br /&gt;- Simplesmente porque sou um ser humano de vez em quando. Não sou uma máquina!&lt;br /&gt;- E quem disse que não?! Enquanto você estiver aqui, será uma máquina quando for necessário!!&lt;br /&gt;- Ok...a máquina aqui está indo, pois além daqui eu tenho um sonho a realizar.&lt;br /&gt;- Se for agora, está demitido!! – Diz meu chefe já vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo isso, continuei caminhando rumo à porta de saída, mas antes virei para um último aviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok. Do it! Suas escolhas e suas conseqüências. Volto amanhã e assino minha demissão. Agora te digo que não aceitarei qualquer pedido de regresso, então é bom saber medir os resultados disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, saí da sala rumo ao meu treino exaustivo de cada dia. Puto da vida, mas assoviando para mentir que estava tranqüilo com a loucura que acabava de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte voltei calmamente ao trabalho, quando o próprio chefe chega em minha sala para um “papo amigável”, cheio de sorrisos e desculpas. Mais do que nunca sei que sou muito bom no que faço, mesmo que com isso eu me dê certos luxos, tais como ter um sonho. Além de ser mantido no emprego, pedi o dia de folga, só pra ter certeza que meu espaço estava devidamente demarcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí às 9 da manhã para um passeio de bike, ouvindo bossa nova por todo o dia. Escutar Vinicius de Morais me faz lembrar de como a vida pode ser mais leve, simples e bonita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-6395987567183864197?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6395987567183864197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6395987567183864197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/01/trabalho-x-sonho.html' title='Trabalho X Sonho'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-2163283690694293124</id><published>2008-01-06T10:47:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T08:26:11.745-08:00</updated><title type='text'>La Carretera de la muerte - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois da heróica ajuda dos indios eu pude finalmente seguir viagem, desta vez pelo caminho correto. Como escureceria em mais ou menos 20 minutos, não me restava outra opção senão buscar algum abrigo para a fria noite que chegava, com o agravante de que eu estava sem barraca para acampar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia muito frio, fome e cansaço, mas esquecia tudo isso ao ver a lua cheia que por sobre a neblina iluminava as gigantes montanhas pelo caminho, dando um tom sobrenatural a tudo. De tão forte que estava o luar, nem mesmo acendi os faróis da Capitu, embora com ambas as luzes a neblina me impedisse de enxergar um palmo a frente de meus olhos. Mas enfim, pouco importava, pois jamais havia visto algo do tipo em toda a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o frio já deixava meu corpo ligeiramente dormente, sem que com isso avistasse qualquer coisa semelhante a um bípede pelo caminho, vi dois pares de luzes bem distantes, que vinham de um lugar bem alto. Já meio inconsiente, pensei por meio segundo que se tratava de um disco voador, mas obviamente isso durou apenas meio segundo (fala sério! rs). Eram as luzes de um posto de gasolina, por onde avistava finalmente um par de pessoas que quem sabe poderiam me oferecer abrigo. Já me acostumei com a cara de espanto das pessoas nestes momentos inusitados, com aquele olhar de “que diabos esse cara tá fazendo aqui?”, sabendo que a neblina, meu estado deplorável e a noite fria conferiam a mim um aspecto meio fantasmagórico. Por tudo isso, não poderia esperar inicialmente muita hospitalidade, mas isso foi somente no início. Depois de explicar todas as emocionantes aventuras do dia, o dono do posto topou deixar eu dormir por lá, com direito a sopa quentinha, que foi uma das melhores que tomei em toda a vida. Foi uma das melhores refeições que já fiz, pois enquanto a sopa quente descia garganta abaixo, ia sentindo novamente cada parte do meu corpo já dormente pelo frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de acordar totalmente recomposto, me despedi e segui em frente rumo a Coroico, desta vez com tempo bom. Finalmente cheguei à temida “Carretera de la muerte”, que tem o acolhedor nome por ser considerada a estrada mais perigosa do mundo, e não é muito difícil de entender porque: De um lado se vê uma grande montanha, de outro um gigante abismo cheio de pedras ao final. No meio disso estava a estrada onde eu passava, extremamente estreita e cheia de barro e pedra. Como se não fosse suficiente, uma série de quedas d’água molhavam a estrada e deixavam tudo muito mais perigoso. Esta estrada tem a fama de não ter deixado ferido algum em seu leito, já que 100% dos acidentes ocorridos resultaram em morte, e as cruzes que eu via a cada quilômetro me faziam lembrar disso. Como normalmente ocorre em toda a Bolívia, sempre penso que “Tá frio, é perigoso, é difícil que só...mas caramba, como é bonito!”. Tudo o que a Bolivia te toma devido ao esforço assombroso que exige, te dá em dobro em forma de natureza ou gente simples e acolhedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da tarde eu já havia chegado em Coroico, mas isso já não era tão importante assim. Em viagens como esta, mais portante do que o destino final é o caminho que se faz para chegar até ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-2163283690694293124?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2163283690694293124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2163283690694293124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2008/01/la-carretera-de-la-muerte-parte-1.html' title='La Carretera de la muerte - Parte 2'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-5468189953037579154</id><published>2007-12-28T11:16:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T07:22:56.280-08:00</updated><title type='text'>La Carretera de la muerte - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na pedalada de natal resolvi enfrentar com minha fiel escudeira Capitu a estrada mais perigosa do mundo, “La carretera de la muerte”. Este caminho, que liga as cidades de La Paz e Coroico, reserva muitas aventuras, e exatamente por isso segui por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com uma subida de La Paz até um lugar chamado La Cumbre, que assusta com os seus 4800 metros acima do nível do mar. Além da subida ser extremamente cansativa, o frio se torna cada vez mais insuportável, com ventos que rasgam a face e uma neblina que me impedia de ver 10 metros à frente. Quando cheguei ao pico da montanha, simplesmente esqueci de tudo ao vislumbrar a cidade de La Paz bem do alto, com suas montanhas nevadas e construções fantásticas nas margens de cada morro. Perdi o fôlego, mas felizmente não foi por causa da altitude, com a qual já estou mais do que acostumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De La Cumbre em diante seriam umas 3 horas de pura descida, o que teoricamente me daria certa tranqüilidade, mas se não tivesse aventura não seria mais o Roda América!!! Pois bem, vi uma estrada paralela, sem asfalto e cheia de pedras, com uma placa escrita “Desvio para bicicletas”, e foi meu grande erro seguir por ela. Enquanto baixava a sinuosa estrada, apareceram algumas bifurcações sem placas para me dizer por qual caminho seguir, me dando somente as escolhas de retornar ou tentar a sorte. Escolhi a segunda opção. Os que bem me conhecem sabem que não sou exatamente um cara sortudo, por isso depois de seguir montanha abaixo por mais de uma hora, eis que simplesmente me deparo com um rio, sem estrada nem qualquer possibilidade de caminho adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ok, voltarei”, pensava eu com meus borbotões, mas ao olhar para trás e ver a montanha que teria que subir percebi que esta seria uma tarefa árdua. Pedras grandes me impediam de subir com a Capitu, então me limitei a carregar minha fiel escudeira lentamente por mais de duas horas a fio. Não conseguia ver quase nada devido a neblina que não dava trégua, apenas me limitando a seguir mecanicamente a estrada, sem poder ver se haveria algum caminho mais curto até o asfalto. Pela quantidade de brumas, parecia que em breve eu chegaria em Ávalon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:30, iria escurecer em breve. Peguei a barraca para dormir e recomeçar a subida no dia seguinte, quando vi que uma das peças estava quebrada. Ai ai ai ai ai ai ai ....Com frio, sem ver quase nada, sem barraca, sem qualquer bípede ou sinal de civilização...As coisas começavam a se complicar pro meu lado. Não sei explicar exatamente como isso acontece, mas quando o bicho pega não me dá exatamente uma sensação de medo, apenas fico com uma espécie de “sentido mais apurado das coisas”. Uma calma e um instinto de sobrevivência extremamente apurados se ocupavam de 100% de mim desde aquele instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao subir encontrei um grupo de índios que caminhava lentamente entre as montanhas, então apressei-me em alcançá-los para pedir informações e ajuda. Apenas um índio que aparentava uns 13 anos falava, muito mal, castelhano (os outros se comunicavam em Aymara), e ele começava a traduzir aos outros o que eu dizia. Depois que o jovem havia dito tudo, aguardei ansiosamente enquanto os outros índios discutiam em Aymara o meu destino. Eis que eles olharam para mim e apenas sorriram amavelmente. Dessa vez não precisei de tradução, pois certas coisas são universais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aparentava ser o índio mais velho separou 3 outras pessoas para me ajudar a escalar uma montanha, que daria em uma estrada asfaltada. A esta altura do campeonato eu já não tinha pernas pra escalar uma montanha carregando qualquer coisa, quanto mais uma bicicleta e mais 40 quilos de equipagem, e os índios perceberam isso e carregaram absolutamente tudo para mim montanha acima, e tenho a impressão de que carregariam até a mim mesmo se eu pedisse. Já habituado aos costumes bolivianos, peguei um pouco de meu escasso dinheiro e ofertei a eles, quando para minha surpresa eles recusaram categoricamente. Os índios sorriram mais uma vez e disseram ao tradutor do Grupo: “Não cobramos ajuda a quem necessita, apenas ajudamos. Este será seu presente de natal, pra recordar o que representa o povo boliviano". Jamais esquecerei esta gente forte, amável e de uma pureza de espírito incompreensível para muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez também não precisei de tradutor. Apenas dei um longo e emocionado abraço em cada um dos que me ajudou, tentando com este gesto dizer o que jamais conseguiria ser traduzido para qualquer idioma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-5468189953037579154?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/5468189953037579154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/5468189953037579154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/12/la-carretera-de-la-muerte-parte-1.html' title='La Carretera de la muerte - Parte 1'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-3112401940107109479</id><published>2007-12-20T10:55:00.000-08:00</published><updated>2007-12-20T11:19:52.952-08:00</updated><title type='text'>Terrorismo brasileiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Estava&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;eu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;trabalhando&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;quando&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Michael&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;meu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;chefe&lt;/span&gt; americano, me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;chama&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;aos&lt;/span&gt; risos para mostrar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;seguinte&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;notícia&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;New&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;York&lt;/span&gt; Times:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Papai&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Noel&lt;/span&gt; é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;recebido&lt;/span&gt; a tiros no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Rio&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Janeiro&lt;/span&gt;”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Ei&lt;/span&gt;, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;coisas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;estão&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;bem&lt;/span&gt; seguras no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;seu&lt;/span&gt; país, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;hein&lt;/span&gt;!! Até o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Papai&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Noel&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Fazer&lt;/span&gt; o que, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;deve&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;ter&lt;/span&gt; gente que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;não&lt;/span&gt; acredita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;nele&lt;/span&gt; por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;lá&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Mas imagina as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;crianças&lt;/span&gt; esperando o Helicóptero &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;chegar&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;quando&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;chegam&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;um&lt;/span&gt; bando de traficantes e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;atiram&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;bom&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;velhinho&lt;/span&gt;!! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Onde&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;fica&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;polícia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;nisso&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;tudo&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Silêncio&lt;/span&gt;....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Ao&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;invés&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;dizer&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;verdade&lt;/span&gt;, que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;policiais&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;morrem&lt;/span&gt; de medo de entrar no morro, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;preferi&lt;/span&gt; contra atacar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pelo menos no Brasil não há terrorismo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Terrorismo?! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Vocês&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;atiraram&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Papai&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Noel&lt;/span&gt;!! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Além&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;mais&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;olha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;essa&lt;/span&gt; parte da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;matéria&lt;/span&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“ As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;favelas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;brasileiras&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;funcionam&lt;/span&gt; como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;territórios&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;independentes&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;com&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;leis&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;próprias&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;ausência&lt;/span&gt; do Poder público. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;policiais&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;temem&lt;/span&gt; entrar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;nessas&lt;/span&gt; áreas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;mesmo&lt;/span&gt; porque os traficantes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;possuem&lt;/span&gt; armamentos superiores”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Triunfante, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;Michael&lt;/span&gt; me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;diz&lt;/span&gt;: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;Você&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;vai&lt;/span&gt; me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;dizer&lt;/span&gt; que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;isso&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;não&lt;/span&gt; é terrorismo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fazer o que, meus amigos...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;durma&lt;/span&gt;-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;com&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;um&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;barulho&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;desses&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-3112401940107109479?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/3112401940107109479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/3112401940107109479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/12/terrorismo-brasileiro.html' title='Terrorismo brasileiro'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-619739719427777834</id><published>2007-12-17T11:29:00.000-08:00</published><updated>2007-12-17T17:18:53.472-08:00</updated><title type='text'>Tensões políticas na Bolívia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ultimamente a situação tem andado bastante delicada aqui por essas bandas bolivianas, ainda mais quando se vive em La Paz, ainda mais quando se vive a 100 metros do palácio do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que na Bolívia o buraco é muito mais embaixo quando se trata de política. Aqui este assunto é discutido nos bares, nas casas ou em qualquer lugar, com ardor igual ao de um fla-flu. É normal andar pela rua quando meia dúzia de pessoas, munidas de cartazes e muita revolta, bloqueiam uma avenida e começam a se manifestar, e em alguns minutos outras pessoas se juntam com cartazes improvisados e dão coro ao movimento improvisado. Em menos de 15 minutos, o movimento de apenas 6 pessoas chega a atingir quase 100, no mínimo. Pra quem se acostumou a ficar esperto pra não tomar porrada nos movimentos estudantis no Brasil, foi uma boa surpresa ver que a polícia reagia pacificamente a tudo isso. O grande problema é que as revoltas aqui são tão comuns que o pessoal já meio que se acostumou, e apenas dizem “Ih, mais uma vez pararam a avenida...” e voltam à rotina sem dar muita importância ao que passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, agora coloquem nesse cenário uma série de polêmicas políticas e sociais culminando de uma só vez em um país. A nova constituição foi aprovada (com pontos muito polêmicos) ao mesmo tempo em que outros estados declaram autonomia do governo, com o agravante das tensões acerca da troca de capital de La Paz para Sucre. Junte a isso uma intensa divisão entre brancos e índios, ou índios entre índios, ou altiplano e oriente...enfim, sobram divisões em terras historicamente carentes de unidade. A unidade, como normalmente na América Latina, é imposta pela lei do mais forte ou, mais comumente, do mais rico. A grande questão é quando o povo descobre que não necessariamente as coisas precisam funcionar dessa maneira, e aí o bicho começa a pegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando aparecem algumas pedras misteriosas que ninguém sabe de onde vem, algumas vezes elas alcançam vidraças, outras vezes pedestres. Por via das dúvidas, a ordem por aqui é de não andar de bobeira pela cidade. O chefe das forças armadas nos pede pra estocar alimentos em grande escala, pois os militares podem intervir não exatamante de forma amigável em caso de revoltas populares. Neste sábado, os mercados estavam cheios de donas de casa comprando todo tipo de coisa, como os americanos que a gente vê na TV quando sabem que um furacão está por vir. Nítido por aqui é que o povo não está de brincadeira, por mais que se fragmente em múltiplas direções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a pensar um pouco mais seriamente sobre a desorganização da esquerda latino americana. Sobram revoltas e pessoas fortes, falta a organização necessária para que todos gritem em uma só voz. Enquanto toda a direita se une em prol do simples motivo de ganhar mais dinheiro a qualquer custo, vejo uma esquerda fragmentada entre muitas bandeiras, cujos valores são tão grandes quanto suas divisoes. No dia em que os movimentos sociais se unirem sob uma bandeira, poderemos finalmente obter algo definitivamente expressivo política e socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de toda esta tensão louca está o povo, por vezes ativo e por vezes espectador, porém sempre o mais afetado nestas loucas batalhas de poucos. Os políticos defendem interesses próprios disfarçados de causas populares, o que arrebata uma imensa quantidade de seguidores que apenas são utilizados como massa de manobra. A regra de ouro aqui na Bolívia é encontrar um povo extremamente trabalhador, honesto e disposto a fazer algo de útil por seu país, porém ingênuo ao ponto de acreditar no que alguns “bons samaritanos” lhes dizem em interesse próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou um especialista político e já aposentei minha carreira jornalística, apenas tenho vivido e analisado as coisas como qualquer pessoa por aqui. Vale a pena procurar mais a respeito das tensões na Bolívia, já que a imprensa brasileira praticamente ignora o que aqui parece uma questão de relevância capital. Sugiro que busquem os materiais publicados por uma jornalista chamada Sue Iamamoto, que estão bem fiéis ao que está passando e escritos de acordo com a ótica do camponês boliviano, quase nunca ouvido pelos meios de massa. Ela disse que faria um blog com isso tudo, mas por via das dúvidas utilizem o grande google que tudo pode e tudo vê. Rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repenso muito sobre estas questões políticas, e começo a pensar que as coisas realmente podem ser de outro jeito... Já há pessoas dispostas a mudar as coisas, assim como força de vontade para tal. O que falta é reinventar o meio para atingir isso... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-619739719427777834?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/619739719427777834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/619739719427777834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/12/tenses-polticas-na-bolvia.html' title='Tensões políticas na Bolívia'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1636291606194606105</id><published>2007-12-07T13:04:00.000-08:00</published><updated>2007-12-07T13:57:37.259-08:00</updated><title type='text'>La chica Suiza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em Uyuni, havia conhecido uma adorável Suíça chamada Jeanine. Na ocasião não ocorreu absolutamente nada, mas depois de muitos papos nos meses seguintes, resolvemos nos encontrar em La Paz. Sempre disse que não falaria de mulheres no blog, mas tudo foi marcante demais para que eu deixe isso em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como agora trabalho para o Governo, pedi para a secretária ligar para um dos melhores hotéis da cidade e dizer, na maior cara de pau: &lt;em&gt;“Olha, está chegando do Brasil nosso Especialista de Marketing pra prestar serviço ao Ministério de Turismo. Ele vem com sua esposa da Suíça, por isso quer a melhor suíte de vocês. Qual é o desconto que pode ser feito?”&lt;/em&gt; Conseguiram para nós uma suíte imensa e cheia de regalias, pagando quase o mesmo que em meu humilde hotel de mochileiros. A recepcionista estranhou ao ver que o especialista em questão mal tinha barba na cara e ainda não havia saído das fraldas, mas no final das contas acreditou em nós de boa, eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo é difícil pensar em compartilhar a vida com alguém de novo, ainda mais depois que se acostuma a fazer tudo sozinho, mas aos poucos redescobri como é bom ter alguém especial do nosso lado. Um dia cheguei muito estressado do trabalho, cuspindo marimbondo e reclamando de tudo, quando chega Jeanine com aquele olhar sutil e intenso que poucas mulheres sabem fazer, se aninha no meu peito com um singelo abraço e diz &lt;em&gt;“Calma, Ricardo...Vamos resolver isso juntos...”&lt;/em&gt;. E eis que o panaca aqui simplesmente se derrete, substituindo a cara amarrada por uma inexplicável paz interior. Sempre gostei de resolver tudo sozinho, mas aprendi que tudo pode ser bem mais fácil com coisas muito mais simples, como um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O complicado é que ela ficaria em La Paz apenas por 6 dias. É como se você fosse ao médico e descobrisse que tinha 1 semana de vida, e por isso aproveita tudo com mais intensidade, não sei se dá pra entender. Vivemos dias muito felizes, sem fazer absolutamente nada de tão especial, apenas vivendo um ao outro. Nos apaixonamos perdidamente, como se por esse breves dias a vida fosse mais simples e fossemos muito fortes, pois agora tínhamos um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema de ser um viajante é que tudo sempre é obrigatoriamente passageiro, incluindo eu mesmo. Os dias passavam e aos poucos nos dávamos conta de que em breve nos separaríamos, para quem sabe nunca mais nos vermos. Ela em breve voltaria para seu país e eu por outro lado não desistiria de meu sonho. Sempre batia no fundo aquela sensação antecipada de despedida, e nenhum abraço era suficientemente forte pra fazer com que o outro não se vá, nenhuma palavra poderia ser dita mais do que no presente ou no pretérito. Se ambos queriam ficar juntos, é bem complicado perguntar porquê tudo tem que funcionar assim. O que passa é que o mundo é muito grande e a vida segue por rumos muito distintos, por isso às vezes simplesmente nos vemos sem muita escolha. Me preparei demais para ter um físico de atleta e um coração de aventureiro, mas os maiores obstáculos da viagem sempre chegam por onde eu menos espero...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá pra imaginar como foi o dia da despedida...Lágrimas soltas, abraços infindáveis, beijos emocionados. Quando Jeanine entrou na área do Aeroporto proibida para visitantes, via lentamente seus passos indo pra longe, provavelmente em definitivo. Quando já havia entrado, ela pede ao policial pra voltar até onde eu estava, só pra um último contato. Foi difícil reviver a sensação do último beijo, cheio de lágrimas...Tá, podem dizer que a cena soa como filme Holiwodiano barato, mas algumas coisas simplesmente acontecem sem que a gente pense direito nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da despedida, saí arrasado do aeroporto e entrei no táxi, chorando feito um bebê. Inicialmente o taxista tentou manter a naturalidade e perguntar polidamente para onde eu ia. Respondi gaguejando o meu destino, sem conseguir parar de chorar. Ao ver a cena, ele não se conteve e começou a gargalhar igualmente sem controle, dizendo “desse tamanhão e fica chorando que nem criança, que marica!”. Pois é, digamos que normalmente os bolivianos não são exatamente lordes ingleses...rs No final das contas acabei rindo também durante a viagem toda, e nos divertimos com a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou por aqui tentando me reacostumar com minha vida solitária, que por fim eu amo e por isso sei que será mais fácil do que imagino agora. Parto dois corações, um deles sendo o meu, mas em troca ganho a América e seus encantáveis desafios. Por breves segundos de fraqueza me questiono: Uma grande namorada no Brasil, amigos, família, um grande emprego em Nova York, uma paixão arrasadora.... Quantas coisas mais vão testar minha força de vontade? Quantas peças inesperadas aparecerão no caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá, que venham mais desafios e mais experiências emocionantes. Segui viagem exatamente para isso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1636291606194606105?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1636291606194606105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1636291606194606105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/12/la-chica-suiza.html' title='La chica Suiza'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-9108565032273545584</id><published>2007-12-03T09:18:00.000-08:00</published><updated>2007-12-03T09:47:39.152-08:00</updated><title type='text'>Roda América na Folha de São Paulo!!</title><content type='html'>Hoje, 03 de dezembro de 2007, saiu a matéria sobre o Roda América na Folha de São Paulo, com fotinha e tudo!! Apesar de não morar em Niterói, e tampouco ter um laptop, gostei da abordagem da matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não me vejo como dizem na matéria ou nos e-mails que tenho recebido. Sei lá, ainda me imagino como um cara normal que saiu pelo mundo pra realizar um sonho! Rs Minha mãe deve estar adorando ver isso!!!!uahauahauah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, segue a matéria completa. Espero que gostem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;De magrela pela América&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Com uma bicicleta e um laptop, jovem encara sozinho as estradas abertas do nosso continente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por Luiza Belchior&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Troque a moto pela bicicleta e as anotações em papel pelo diário virtual e o carioca Ricardo Martins, 22, se torna o Che Guevara -do filme "Diários de Motocicleta"- dos tempos modernos. Há três meses, largou o emprego fixo, família e namorada pelo sonho de uma viagem de bike pela América Latina.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O resultado da aventura, que Ricardo pretende terminar em Cuba só daqui a dois anos, ele vem relatando, a conta-gotas, em seu blog e videolog.E as histórias que o carioca já coleciona não são poucas: em três meses de viagem, dormiu em acampamento de sem-terras no Mato Grosso do Sul, trabalhou em uma mina de prata na Bolívia, passou dois dias com índios do Pantanal, aprendeu a laçar bois e organizou -e ganhou- um campeonato de sinuca. Tudo isso na companhia de Capitu, como ele batizou sua bicicleta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nas entrelinhas das aventuras que relata pela internet, Ricardo posta também lições de vida. Afinal, como ter coragem de jogar tudo para o alto em busca de um sonho? Muita preparação e planejamento, tranqüilidade e até um pouco de medo, ensina o jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"De fato eu tinha uma boa carreira no trabalho, reconhecimento, bom currículo etc. Mas sentia que estava no momento de realizar uma grande aventura", disse o carioca, em entrevista por e-mail.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ricardo conta que saiu do Brasil, mais especificamente de Niterói, cidade vizinha ao Rio onde ele morava com os pais, com exatos R$ 385,45 no bolso. Por isso, sabia que teria que arrumar bicos pelo caminho para levar a viagem adiante.Só que Ricardo foi assaltado em La Paz, na Bolívia. Chegou a ficar com o equivalente a R$ 10 no bolso até conseguir uma vaga de analista de marketing na Bolívia, posto que ocupará por mais três meses, para conseguir dinheiro e seguir viagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Fiquei com fome, frio e sede, longe de todos os amigos e sem fazer idéia de como superaria mais essa", conta o aventureiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Existem alegrias que fazem chorar ao conhecer tanta gente simples e forte, as descobertas e redescobertas de si mesmo, isso sem contar a incomparável sensação de liberdade que sinto ao pedalar", relata.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ricardo planeja passar por Peru, Chile, Argentina e Uruguai. A última parada que consta em seus planos é Cuba, onde quer conhecer Alberto Granado, o companheiro do revolucionário Ernesto Che Guevara em uma viagem de motocicleta pela América Latina, relatada em filme por Walter Salles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E depois? Descubra no próximo capítulo, ou melhor, post.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-9108565032273545584?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/9108565032273545584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/9108565032273545584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/12/roda-amrica-na-folha-de-so-paulo.html' title='Roda América na Folha de São Paulo!!'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-4257655543213512908</id><published>2007-11-21T07:30:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T07:35:19.137-08:00</updated><title type='text'>Pelo retrovisor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aprendi com o tempo que seguir em frente é algo muito intenso e exige muito foco, por isso nem sempre sobra tempo para olhar pra trás. Na verdade, é menos uma questão de tempo e mais uma questão de medo de ver tudo o que eu deixei, pra no final das contas não agüentar a saudade e voltar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tomei coragem e olhei pra trás. Vi uma namorada que me amava e que não mais espera minha volta, amigos de uma vida dizendo que sempre estarão do meu lado, minha mãe escondendo o choro pra não me deixar triste, meu pai machão que não aguentou e chorou, gente que eu mal falava dizendo o quanto se importava comigo. Vejo sorrisos, lágrimas, palavras, silêncios, pessoas que vejo dobrando a esquina sabendo que não as verei por um longo tempo. Olho pra trás e silenciosamente choro, vendo que agora a solidão não é mais uma escolha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me do momento de minha primeira girada de pedal, quando olhava para trás e via cada vez mais minha mãe e minha então namorada se distanciando aos poucos. Sentia vontade de voltar enquanto dava tempo, apenas para dar mais um abraço nas duas mulheres de minha vida, para então seguir em frente mais uma vez. Pensei que eu faria isso repetidamente por dias a fio, por isso apenas virei a cabeça em direção à estrada e pedalei juntando toda a coragem que tinha. Pedalei e chorei, como talvez jamais tenha chorado em toda a minha vida. No primeiro dia a saudade foi insuportável, na primeira semana também, mas depois a mente se educa e apenas olha pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse em minha última mensagem neste blog, muita gente tem visto em mim um exemplo de força e etc, e escrevo isso agora também para mostrar o quanto posso ser fraco também. Puxa, estou cansado de ser forte, cansado de ser firme, cansado de não me cansar. Aproveito um breve instante para conceder-me o direito de fraquejar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerro aqui este momento de fraqueza, enxugando as lágrimas e voltando a olhar pra frente, vendo que na verdade tudo não é tão mal assim. Sabe, vejo que perdi muito para em troca ganhar muito mais, por isso vale a pena segurar a saudade pelo tempo que for necessário. Fiz novos amigos, aprendi a ser uma pessoa mais simples, vivo com mais intensidade todas as coisas, vi cenas que me fizeram chorar de felicidade e de comoção... Enfim, vivo coisas novas, o que seguramente vão fazer de mim uma pessoa à altura de tanta gente que deixei para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, família, todos, saibam que não mais olho para trás para buscar a todos vocês em minha escassa memória. Olho pro lado ou olho pra frente, pois sei que todos estão comigo onde quer que eu esteja e onde quer que eu vá, e que em cada pedalada encurto os caminhos de minha chegada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-4257655543213512908?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4257655543213512908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4257655543213512908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/11/pelo-retrovisor.html' title='Pelo retrovisor'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-2417651036459011380</id><published>2007-11-19T09:07:00.001-08:00</published><updated>2007-11-19T11:41:54.950-08:00</updated><title type='text'>Pequeno desabafo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho recebido quase que diariamente montões de e-mails de internautas de todo o Brasil. Alguns me xingam de coisas sem sentido, alguns me idolatram por coisas igualmente sem sentido, enfim... Embora sabendo que isso tudo faz parte, confesso que não me acostumei com essa história. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns me pedem conselhos amorosos, profisisonais ou até mesmo me perguntam como fazer para realizar o próprio sonho, como se eu fosse uma espécie de sábio da montanha! Gente, sou apenas uma pessoa comum que resolveu ir atrás de um sonho! Não tenho as respostas, nem mesmo as perguntas. Apenas vivo a vida, simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Roda América não é uma religião, não creio em Deus. Imaginem que é uma aventura emocionante ao redor da América, ao redor de mim mesmo. Creio que haja tantas distâncias entre o Brasil e Cuba quanto entre eu e eu mesmo. Gosto de me redescobrir, mas isso não quer dizer que eu seja mais feliz ou mais sábio do que qualquer um! Puxa, é tudo mais simples do que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galera, não é necessário ir pra onde o Judas perdeu as botas pra se encontrar! Esse é o meu sonho, estes são os meus desafios! Vejo iguais desafios em alguém que abre o próprio negócio, tem uma família feliz e etc. Puxa, se mirem nos próprios exemplos e verão que todos somos sábios, filósofos e grandes aventureiros, cada qual à sua maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não vou fundar uma religião, não criei uma nova forma de ver a vida, não faço idéia do sentido da vida, não sei o que é necesário para viver feliz. Pra dizer a verdade sei de muito poucas coisas, por isso as busco com tanta intensidade. Por favor, não tentem me complicar. Sou apenas um cara simples, sem misticismos, sem filosofias mestras de vida ou qualquer coisa do tipo. Não sou guru de ninguém, nem de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que tanto me perguntam sobre filosofias de vida ou porque faço tudo isso, não tenho respostas muito longas: Sonho, planejo e executo, vivendo intensamente cada uma destas etapas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-2417651036459011380?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2417651036459011380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2417651036459011380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/11/pequeno-desabafo.html' title='Pequeno desabafo...'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-2782907215608393582</id><published>2007-11-18T05:59:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T05:08:29.149-08:00</updated><title type='text'>Proposta de emprego em Nova York</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como todos sabem, trabalho em uma empresa americana. Hoje o dono da empresa me ofereceu uma proposta para trabalhar na sede, em Nova York... Um baita salário (baita mesmo), greencard depois de 6 meses e etc. Além do mais, é um trabalho nas terras do papas do marketing, o que seguramente dá uma excelente bagagem em nível global.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois é...não aceitei...pois em troca teria que jogar meu sonho fora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poucos entendem isso, mas tomei esta decisão com muita segurança. Sabe, saí do Brasil em busca de um grande sonho, não para ficar rico! Puxa, me sinto feliz e plenamente realizado, e isso não é graças ao dinheiro, mas sim ao fato de que estou realizando o meu sonho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mãe, pai, família, desculpas...sei que posso ter decepcionado vocês ao deixar de optar por um futuro aparentemente tão promissor, mas sei que vocês conhecem o filho que tem, e por isso sabem que eu não teria outra atitude. Entre o dinheiro e um sonho, fico feliz por ter escolhido a segunda opção, e sei que um dia terão orgulho de mim por ter feito isso...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que receberei vários e-mails, com metade das pessoas dizendo que eu sou um idiota sonhador, outra metade dizendo que isso é super legal e que esta história daria um filme. Sinceramente acho que os dois lados tem razão em parte, mas sempre digo que detesto rótulos. Penso apenas que sou alguém que busca estar bem consigo mesmo, e nada no mundo para essa sensação... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que o separa sonhadores de utopistas é o foco e o esforço constante, por isso sei que consigo chegar onde quero, mesmo que para isso eu perca oportunidades como essa... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-2782907215608393582?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2782907215608393582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2782907215608393582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/11/proposta-de-emprego-em-nova-york.html' title='Proposta de emprego em Nova York'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-2560880179587463963</id><published>2007-11-15T03:28:00.000-08:00</published><updated>2007-11-15T11:59:08.785-08:00</updated><title type='text'>Casa &amp; Vídeo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sei que normalmente minhas postagens são para descrever aventuras, mas agora faço uma pausa simplesmente para agradecimentos. Amigos, vocês foram e são muito importantes para mim, e espero com esta mensagem retribuir um pouco de tudo o que vocês fizeram por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico feliz em ter trabalhado aí com todos. Agora que estou aplicando meus conhecimentos em outros mercados e outras empresas, vejo o quanto o meu aprendizado por essas bandas foi fundamental para mim. Me ensinaram tudo o que eu precisava sem me pedir nada em troca, além de aplicação e pratica depois. Quando eu estava dando consultoria em Uyuni e em Potosí, apliquei muito do que aprendi com vocês sobre como lidar com pessoas, e digo que depois disso me consideraram quase um genio por aquí. É claro que apliquei algunas cositas que eu mesmo criei (depois conto, muitos novos conceitos legais), mas pude conferir de perto o quanto a C&amp;amp;V utiliza ferramentas modernas e perfeitamente aplicáveis ao dia-a-dia. Sim, as politicas de RH da C&amp;amp;V sao bastante avancadas, e agora tenho mais bagagem para afirmar isso com mais propriedade. Puxa, eu estava mais capacitado do que imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, vocês mal imaginam o quanto foram e são importantes para mim. Por essas bandas amarelas aprendi muito, vivi feliz, formei grandes amigos…o que mais eu poderia querer? Com certeza seguirei como um pequenino Guerreiro Amarelo pelo mundo, pois o que vivi aí nao sai da pele e da mente tão facilmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não satisfeitos em contribuir comigo por tantos anos, após a minha saída ainda obtive muito carinho de todos! Sempre há alguém perguntando se eu preciso de algo, querendo saber se eu estou bem e etc...Fico mito emocionado com isto, mesmo. Ainda fico me perguntando como posso retribuir a tanta coisa que tenho recebido de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, deixo aqui o meu sincero MUITO OBRIGADO!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-2560880179587463963?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2560880179587463963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2560880179587463963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/11/casa-vdeo.html' title='Casa &amp; Vídeo'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-390937918335642637</id><published>2007-11-07T03:29:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T11:53:21.200-08:00</updated><title type='text'>Videolog</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todos devem saber que algum , ahn...f'ã...pegou a minha senha do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;videolog&lt;/span&gt; e resolveu apagar todos os meus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;vídeos&lt;/span&gt;. Agora &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;já&lt;/span&gt; postei tudo de novo, pois tinha feito um backup, mas peco desculpas pelo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sumiço&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;temporário dos videos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco abaixo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;texto&lt;/span&gt; que fizeram sobre mim (ou sobre o Roda &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;América&lt;/span&gt;, sempre me confundo com esses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;dois personagens&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;rs&lt;/span&gt;) no blog da equipe do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Videolog&lt;/span&gt;. Nenhum dos fatos decorridos de fato aconteceu (antes que todos mandem mais e-mail preocupados e etc. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;rs&lt;/span&gt;), mas vale pela grande criatividade e boa forma de escrita do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segue o texto:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É isso que eu falo, é melhor ser um covarde vivo do que um herói morto. Vocês devem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;lembrar&lt;/span&gt; do nosso estimado Ricardo, que decidiu largar tudo e ir passear de bicicleta pela América do Sul, pra voltar e a) escrever um livro de auto-ajuda sobre “meditar pedalando”, b) fundar uma religião ou c) iniciar uma série de palestras sobre o tema “O monge e o ciclista: pra aguentar sete horas sem sair de cima de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;selim&lt;/span&gt;, só sendo monge mesmo”. Então, ele nos enviava regularmente seus vídeos por terras nunca dantes pedaladas. Porém, o malandro resolveu dar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;passadinha&lt;/span&gt; pela Venezuela. Aí a coisa azedou: o &lt;/em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Braveheart"&gt;&lt;em&gt;William &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Wallace&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;tupiniquim&lt;/span&gt; foi se meter a besta e não só participou como organizou, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;enchou&lt;/span&gt; as bolinhas azuis e brancas e comprou rolos e rolos de serpentina para uma passeata contra o Hugo “foi sem querer querendo” &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Chavez&lt;/span&gt;. E lá já sabe como é, o coro comeu o pau cantou. Botaram o rapaz no pau-de-arara, deram choque em partes menos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;pudendas&lt;/span&gt; de sua nobre anatomia,e ainda confiscaram seus vídeos, o obrigando a retirá-los do nosso site. Porém, sob promessas de não fazer mais piadas com o sobrenome do ditador &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;cucaracha&lt;/span&gt; comparando ele com o personagem do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;SBT&lt;/span&gt;, o rapaz foi liberado. Os vídeos haviam sido apagados, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;maaaas&lt;/span&gt;, com bom morador de país que já teve ditadura, ele escondera um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;DVD&lt;/span&gt; com o backup dos vídeos em uma parte, digamos, obscura e de difícil acesso da sua ainda não tão mais nobre anatomia. E depois dessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;epopéia&lt;/span&gt;, ele está de volta! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Dizem&lt;/span&gt; por aí que ele agora anda com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;bottons&lt;/span&gt; e camisas pró-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Chavez&lt;/span&gt;, mas são notícias ainda não confirmadas. Sabe como é, cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça. E ele tá pensando também em comprar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;pendrive&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;pequenininho&lt;/span&gt;. Deve doer menos pra esconder, caso ele queria dar uma passada em Cuba…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para detalhes, segue o link do blog da equipe do Videolog:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://videolog.uol.com.br/blog/?user=blog"&gt;http://videolog.uol.com.br/blog/?user=blog&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-390937918335642637?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/390937918335642637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/390937918335642637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/11/videolog.html' title='Videolog'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-4694378248808455451</id><published>2007-11-04T01:05:00.000-07:00</published><updated>2007-11-04T01:06:57.374-07:00</updated><title type='text'>Novos rumos da viagem</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Agora estou em La Paz, trabalhando numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;consultoria&lt;/span&gt; americana por 4 meses. Alguns podem pensar que a saga pela América termina por aqui, mas quem me conhece de fato sabe que este é apenas um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;upgrade&lt;/span&gt; do Roda América, ou mais uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;gostosa&lt;/span&gt; mudança de planos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Como sabem, fui roubado e perdi todo o dinheiro que havia juntado trabalhando na Bolívia. Com o novo salário, poderei reconstruir minhas finanças para poder seguir em frente. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aconteça o que for, o Roda América segue firme e forte, afinal creio que sonhos existem para serem realizados. O foco não mudou, apenas o meio de chegar até ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Aproveitarei esta temporada para aprimorar meu inglês, já que na empresa onde agora trabalho só se fala este idioma. Também precisarei retomar a rotina de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;treinamentos&lt;/span&gt; pesados de musculação e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;spinning&lt;/span&gt; todo dia. Ah, e além de tudo estou aprendendo a tocar gaita, pois é um instrumento fácil de carregar que pode preencher as solitárias noites na estrada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Um novo emprego, inglês na ponta da língua, mais resistência &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;física&lt;/span&gt;, um novo instrumento musical...Me parece que tenho novos desafios por aqui. Novas características, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;aprendizados&lt;/span&gt; e vivências estão sendo adicionadas a este novo Ricardo que se forma a cada dia. Mal vejo a hora de seguir de novo com minha fiel escudeira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Capitu&lt;/span&gt;, mas dessa vez há uma nova maneira de seguir viagem...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-4694378248808455451?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4694378248808455451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4694378248808455451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/11/novos-rumos-da-viagem.html' title='Novos rumos da viagem'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-2785719886785018452</id><published>2007-11-04T00:41:00.000-07:00</published><updated>2007-11-04T00:43:34.594-07:00</updated><title type='text'>Meu emprego em La Paz</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Embora eu estivesse em absoluto desespero por algum emprego, tentei manter a calma para seguir em minha entrevista de emprego. Para quem esperava trabalhar limpando privada, a oportunidade de poder trabalhar com a cabeça, além de tudo numa grande empresa, não me parecia nada mal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A empresa se chama “Michael &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Warmack&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;consulting&lt;/span&gt;”, é americana e presta serviço ao governo boliviano para o desenvolvimento turístico local. A vaga era para trabalhar como analista de marketing, para construir desde o zero a “marca Bolívia” para os turistas, par enfim melhorar o fraco desempenho turístico do país. Qualquer um que trabalha com marketing de verdade sabe que é um sonho poder construir uma marca do zero, ainda mais se essa marca é um país inteiro!! O emprego que eu sempre quis estava em minha frente, com o agravante de que eu estava prestes a ficar sem dinheiro pra comer, mas mesmo assim eu precisava dar um jeito de mostrar apenas que eu era um bom profissional, e que por isso eles teriam a grande oportunidade de me contratar. Bom, foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que eu fiz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Eu sabia que tinha boas vantagens, pois tinha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;experiência&lt;/span&gt; e formação em marketing e também havia trabalhado para treinar pessoas para turismo em duas cidades do Bolívia, o que fazia de mim um profissional extremamente especializado para a vaga. Além de tudo, a pessoa para quem eu trabalhei em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Uyuni&lt;/span&gt; era amigo da mulher que me entrevistava, por isso ligou para dar boas referências do meu trabalho. O problema é que eu competia com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;marketeiros&lt;/span&gt; dos Estados Unidos, o que teoricamente me qualificava em uma escola &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;acadêmica&lt;/span&gt; menos reconhecida mundialmente, além do que com isso eu era o candidato com o pior inglês. Bateu aquela insegurança, mas felizmente consegui!! A vaga era minha enfim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;De fato até em minhas previsões mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;otimistas&lt;/span&gt; eu esperava ir tão longe, embora me visse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;plenamnte&lt;/span&gt; capaz para isso. Para os padrões brasileiros, o salário é algo um pouco mais do que mediano, mas faz de mim quase um magnata boliviano. O contrato é de 4 meses, tempo pra juntar dinheiro novamente para seguir viagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-2785719886785018452?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2785719886785018452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2785719886785018452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/11/meu-emprego-em-la-paz.html' title='Meu emprego em La Paz'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-7142454577661743883</id><published>2007-11-04T00:11:00.000-07:00</published><updated>2007-11-04T00:16:54.839-07:00</updated><title type='text'>Entrevista de emprego em La Paz - Como tudo começou</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Depois de muito rodar em La Paz em busca de algo, finalmente consigo minha primeira entrevista de emprego na cidade. Tudo começa com mais uma história do fabuloso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;arquiteto&lt;/span&gt; francês Christian, o mesmo que deu o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;contato&lt;/span&gt; com Alberto Granado em Cuba.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Estávamos jantando Christian e eu em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Uyuni&lt;/span&gt;, quando eu disse que talvez precisasse arrumar emprego em La Paz, o que deu margem para que ele começasse me contar mais uma de suas histórias pela vida afora: Há alguns meses ele estava em um bar em La Paz, quando viu uma moça muito bonita, de mais ou menos 30 anos (lembrando que ele tem 62)sentar-se sozinha. No &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;momento&lt;/span&gt; ele já tinha suas famosas duas namoradas de 27 e 31 anos, mas gostava acima de tudo de seduzir, como um típico francês, por isso resolveu se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;aproximar&lt;/span&gt; para contar suas histórias pelo mundo. Depois de finalmente convencer a mulher para que ambos saíssem juntos no dia seguinte, eis que Christian simplesmente falta ao compromisso, sem dizer nada. Bom, onde eu entro nisso tudo? O que passa é que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Christian&lt;/span&gt; resolveu me usar de bucha de canhão, já que eu precisava de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;contatos&lt;/span&gt; em La Paz e ele precisava sair bem disso tudo. Me disse “ Encontre com ela e diga que minha irmã morreu, por isso tive que tomar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;vôo&lt;/span&gt; às pressas para Miami, e nem pude avisar nada...”, e dito isso me deu o cartão da moça. Com a cara mais lavada do mundo, foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que fiz ao chegar em La Paz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A mulher, que de fato era muito bonita, ficou super sensibilizada com a morte da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;irmazinha&lt;/span&gt; de Christian, e perguntou quando poderiam se ver de novo, coitada. Junto com o meu recado, me apressei a dizer que havia trabalhado para ele em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Uyuni&lt;/span&gt;, e que agora procurava algo na cidade. Ela me disse que tinha uma amiga que precisava de um analista de Marketing, e que daria um jeito de marcar uma entrevista de emprego para mim. Acabou que a mulher e eu agora somos bons amigos, o que me levou a não me conter e finalmente desmentir a história que havia contado... Ela acabou rindo muito de tudo, e ainda gostando do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;entrépido&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;arquiteto&lt;/span&gt; devido ao meticuloso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;estratagema&lt;/span&gt; criado somente para não magoá-la! Tá, isso continua sendo uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;baita&lt;/span&gt; baboseira, mas ao menos agora eu não tinha mais parte nisso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Entre tantas histórias, eis que finalmente consigo vislumbrar uma saída para meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;perrengue&lt;/span&gt; em La Paz. Agora é ver no que vai dar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-7142454577661743883?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7142454577661743883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7142454577661743883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/11/entrevista-de-emprego-em-la-paz-como.html' title='Entrevista de emprego em La Paz - Como tudo começou'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-2138578652864852441</id><published>2007-11-03T21:01:00.000-07:00</published><updated>2007-11-04T00:17:59.022-07:00</updated><title type='text'>Apuros em La Paz...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Inicialmente eu havia dito que haviam apenas roubado meu celular, mas agora posso confessar &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que disse uma pequenina mentira, apenas para não deixar a todos preocupados. Além do celular, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;roubaram&lt;/span&gt; meu dinheiro, quase todo ele. Não sei como, mas sabia que conseguiria me virar, por isso deixei para dar a notícia apenas quando estivesse com tudo resolvido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Todo o dinheiro que eu havia juntado trabalhando em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Uyuni&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Potosi&lt;/span&gt; foi por água abaixo. De repente me vi longe de casa, sem amigos, família ou conhecidos por perto, com apenas o equivalente a 50 reais no banco. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Digamos&lt;/span&gt; que minha atitude inicial não foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;exatamente&lt;/span&gt; a de um aventureiro destemido, pois eu apenas conseguia sentar no banco de uma praça e chorar feito um bebê, mas precisava recobrar o ânimo em breve... Não gostava da cidade, da gente, mas precisava dar um jeito de me adaptar e superar tudo, pois apenas disso dependia a minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;sobrevivência&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;No dia seguinte acordei bem cedo para buscar feito um louco algum trabalho. Saí pelas lojas da cidade e também mandei e-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;mails&lt;/span&gt; para todos os meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;contatos&lt;/span&gt; profissionais da Bolívia, estando plenamente disposto a trabalhar com marketing, treinar mais pessoas, servir café, limpar privada, o que fosse. Amigos, confesso que pela primeira vez na viagem tive medo de não conseguir seguir em frente, pois agora dois dias haviam se passado e eu continuava na estaca zero, sendo que meu dinheiro duraria no máximo por mais 5 dias, com o agravante de aqui em La Paz as coisas são um poucos mais caras e também não se pode acampar. Por alguns dias fiquei no alojamento mais barato que encontrei, mas depois por sorte encontrei um hotel de ingleses que acabava de ser inaugurado, por isso faziam um preço promocional por uma semana de apenas 1 dólar por dia, com direito a café da manhã, salão de jogos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;internet&lt;/span&gt;. Agora estavam temporariamente resolvidos os meus problemas de alojamento e café da manhã, mas eu ainda precisava descobrir como fazer para obter as outras refeições do dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Encontrei no mesmo dia uma brasileira, que como toda nossa gente é muito, mas muito especial mesmo. Ela se chama &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Neiva&lt;/span&gt;, e tem por aqui um restaurante de comida brasileira. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Disse&lt;/span&gt; que não poderia me dar algum emprego, pois o governo cobrava uma multa alta se ela não empregasse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;bolivianos&lt;/span&gt;, mas que tentaria me ajudar no que pudesse. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Disse&lt;/span&gt; que eu poderia comer no restaurante dela sempre que precisasse, sem pagar nada. Tá, me ajudar a não passar fome já é uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ação&lt;/span&gt; de grande compaixão, que sinceramente me emocionou, mas ela fazia tudo isso com extrema boa vontade e carinho: Além do almoço, me oferecia acompanhamentos, sucos a até mesmo a sobremesa! No final das contas comi no restaurante apenas uma vez,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pois respeito o trabalho dela e por isso utilizaria esta opção apenas em última necessidade, mas puxa, que grande mulher eu encontrei no caminho. Brasileiros, brasileiros...Quando eu acho que já os amo o suficiente, eles sempre dão um jeito de me surpreender...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Quando cheguei ao ponto de ter no bolso somente o equivalente a 1 real, digamos que comecei a pensar em atitudes um pouco menos ortodoxas. Passei em frente a um bingo e pensei “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;opa&lt;/span&gt;, vai que a sorte me ajuda!”, pegando algo como 15 centavos pra apostar na máquina caça-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;níqueis&lt;/span&gt;, me sentindo o próprio mocinho em apuros de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Holywood&lt;/span&gt;. Infelizmente o mundo real é mais duro do que os filmes americanos, por isso o aventureiro aqui se deu mal dessa vez. Agora eu tinha 15 centavos a menos no bolso,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que com certeza me fariam falta. Enfim, eu precisava ao menos tentar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Cheguei pela noite no hotel com cabeça fervilhando de tanto pensar, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;quando uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;idéia&lt;/span&gt; não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;exatamente&lt;/span&gt; brilhante, mas a única que eu tive, me apareceu: Meu hotel tinha mesa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;sinuca&lt;/span&gt;!! Caramba, eu tinha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;sinuca&lt;/span&gt; em casa, por isso poderia ter chance se apostasse com os outros turistas! Acordei no dia seguinte às 6 da manhã e fiquei treinando até o anoitecer, sem parar nem pra comer. Pela noite apostei meus últimos centavos, jogando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;sinuca&lt;/span&gt; como se disso dependesse minha vida. Desta vez as coisas deram mais certo pro meu lado, pois ao final do dia consegui &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;transformar&lt;/span&gt; meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;centavinhos&lt;/span&gt; em algo como 10 reais de novo. Perdi, mas sobretudo venci a quase todas as partidas, e fiz o mesmo no dia seguinte, mais uma vez treinando feito um louco. Amigos, a sobrevivência pode transformar a qualquer um num verdadeiro Rui Chapéu. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;idéia&lt;/span&gt; com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;sinuca&lt;/span&gt; havia sido bem sucedida, mas eu sabia que era um risco muito grande viver de jogos. Mas enfim, ao menos agora eu ganhava mais tempo pra pensar em mais algo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;idéias&lt;/span&gt; iam acabando, a grana também. Não sei explicar como, mas eu ainda me sentia estranhamente calmo e razoavelmente confiante! Amigos, sabe se lá como, mas as coisas dão certo pra quem corre atrás e tem força de vontade, e estes dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;fatores&lt;/span&gt; eu sabia que tinha de sobra. Falei com a minha mãe pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;internet&lt;/span&gt;, mas aí a resistência emocional foi por água abaixo. Eu chorava muito, mas era muito fácil esconder isso sem se falar ou se ver , por mais que eu ache que ela notou que eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;tava&lt;/span&gt; na merda, ela sempre sabe de tudo, incrível. Não disse que precisava de qualquer coisa, apenas disse que em breve eu poderia ter boas notícias, embora eu não soubesse quais seriam elas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-2138578652864852441?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2138578652864852441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2138578652864852441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/11/apuros-em-la-paz.html' title='Apuros em La Paz...'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-4654223227285306088</id><published>2007-10-20T15:54:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T15:56:57.736-07:00</updated><title type='text'>Nota de indignação</title><content type='html'>&lt;b style=""&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;Há poucos dias descrevi um homem sendo brutalmente assassinado em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Uyuni&lt;/span&gt;, dizendo com indignação o quanto isso tudo é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;cotidiano&lt;/span&gt; para nós brasileiros. Para comprovar isso, digo que apenas recebi e-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;mails&lt;/span&gt; de curiosos que me perguntavam se havia rolado algo mais com a mulher da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Suíça&lt;/span&gt; ou não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;A QUEM INTERESSAR Nº 1&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;A mulher &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;suíça&lt;/span&gt; é apenas uma grande amiga. De fato dormimos no mesmo quarto, porém qualquer pessoa que viaja com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mochileiros&lt;/span&gt; sabe que as habitações são com umas 10 camas normalmente. Portanto, dormimos eu, a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Suíça&lt;/span&gt; e outros tantos turistas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;mochileiros&lt;/span&gt; como nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;A QUEM INTERESSAR Nº 2&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;O Boliviano morto se chamava Leonardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Muñoz&lt;/span&gt;, que tinha uma esposa apaixonada e duas filhas lindas chamadas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Wendy&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Blanca&lt;/span&gt;. Leonardo Foi morto porque devia uma quantia equivalente a 48 dólares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;Uma vida por aqui pode valer apenas 48 dólares, amigos. O seminário que eu ministrei em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Uyuni&lt;/span&gt;, de apenas 4 horas, vale mais do que os 32 anos interrompidos da vida de Leonardo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-4654223227285306088?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4654223227285306088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4654223227285306088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/nota-de-indignao.html' title='Nota de indignação'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-9103587861729312505</id><published>2007-10-20T15:50:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T15:54:44.318-07:00</updated><title type='text'>La Paz - stress e roubo de celular</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Bolívia&lt;/span&gt; – &lt;st1:personname productid="La Paz" st="on"&gt;La Paz&lt;/st1:PersonName&gt;, 19 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;outubro&lt;/span&gt; de 2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;Ao final da tarde cheguei à capital boliviana, sem grandes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;dificuldades&lt;/span&gt;. Entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Oruro&lt;/span&gt; e &lt;st1:personname productid="La Paz" st="on"&gt;La Paz&lt;/st1:PersonName&gt;, vi pela primeira vez a já então esquecida combinação de estradas planas e asfaltadas! Dias muito tranquilos, portanto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;À primeira vista &lt;st1:personname productid="La Paz" st="on"&gt;La Paz&lt;/st1:PersonName&gt; é uma cidade linda, com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Illimani&lt;/span&gt; cheio de neve a ilustrar a cidade, bem como uma curiosa mescla de ares &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;incaicos&lt;/span&gt; em lares industriais. É uma cidade muito desenvolvida (até demais para mim), por isso sofre do mal das grandes metrópoles: Engarrafamentos, mendigos, ruas lotadas de gente que te esbarra sem pedir desculpas, prédios altos, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;barulho&lt;/span&gt; e etc. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;AAAAAAAAAAHHHHHHH&lt;/span&gt;!!!!!! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;rs&lt;/span&gt;. De quebra, ainda roubaram meu celular! Talvez por solidariedade, para me fazer lembrar de meu querido Rio de Janeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;Agora sei como se sente um caipira que resolve visitar a cidade grande. É claro que eu deveria estar acostumado com um ambiente tão urbano, afinal sou carioca, mas estive por muito tempo visitando lugares muito mais isolados e pessoas muito mais simples. Buzinas, gritos, música ruim, carros e muitos outros barulhos entravam &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;simultaneamente em minha cabeça, de modo a me fazer entrar num estado de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;stress&lt;/span&gt;, ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;faniquito&lt;/span&gt;, sei lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;Resolvi caminhar mais um pouco então para ver se nesta cidade tão civilizada havia de fato algum sinal de civilização. Pedia informações e sentia que interrompia vidas apressadas, mendigos pediam dinheiro com cara de choro sem lágrimas, ambulantes me ofereciam coisas das quais não necessito, pessoas me olhavam com admiração ou espanto e etc... Por aqui chamam os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;índios&lt;/span&gt; de selvagens, mas creio que meu padrão do que é de fato ser civilizado seja bastante diferente do deles, pois eu não trocaria um mineiro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Potosí&lt;/span&gt; por mil das pessoas apressadas de &lt;st1:personname productid="La Paz." st="on"&gt;La Paz.&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;st1:personname productid="La Paz." st="on"&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Definitivamente, terei de me adaptar ao ritmo de &lt;st1:personname productid="La Paz. Não" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="La Paz." st="on"&gt;La Paz.&lt;/st1:PersonName&gt; Não&lt;/st1:PersonName&gt; muito, pois confesso que gosto mais de minha nova maneira de viver os lugares, as pessoas e a vida. Mesmo com tudo isso, imagino que eu vá encontrar por aqui pessoas amáveis ou lugares onde de fato eu me sinta bem, bastando apenas que eu tente olhar a cidade com outros olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-9103587861729312505?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/9103587861729312505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/9103587861729312505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/la-paz-stress-e-roubo-de-celular.html' title='La Paz - stress e roubo de celular'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-6769920638363442661</id><published>2007-10-20T15:43:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T15:50:37.819-07:00</updated><title type='text'>Liberdade na forma mais pura</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Bolivia&lt;/span&gt; – &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Oruro&lt;/span&gt;, 18 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;outubro&lt;/span&gt; de 2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;Em toda minha vida estive atrelado a compromissos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cotidianos&lt;/span&gt;: Estudar para passar de ano, depois estudar mais para entrar numa boa escola no ensino &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;médio&lt;/span&gt;, mais ainda para entrar numa boa faculdade. Após isso, é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;necessário&lt;/span&gt; batalhar por um bom emprego, depois crescer nele pouco a pouco. Depois disso tudo, é necessário pagar o gás, a luz, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;aluguel&lt;/span&gt;, a vida, tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;Pela primeira vez na vida me sinto confortável o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;suficiente&lt;/span&gt; para fazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que quero e da forma que bem entender, e nada paga esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;formidável&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;sensação&lt;/span&gt; de liberdade. As escolhas, bem como as consequências, são todas minhas, o que me dá uma boa sensação de liberdade com responsabilidade. Posso com isso me preocupar apenas em viver a vida intensamente, sem grandes cobranças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;Mais do que o estável, me encanta o incerto; mais do que das metas, gosto dos fatos; mais do que saber com quem estou, prefiro estar bem comigo mesmo. Este é um padrão de vida um pouco louco para muitos, mas sei que todos compreendem que estou bem assim. Se eu pensar desta maneira, o mundo consegue ser para mim ao mesmo tempo o maior e o menor dos lugares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-BO"&gt;Sem me dar conta antes, percebo que falo de países como quem fala dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;cômodos&lt;/span&gt; de sua própria casa, mas não é muita diferente! O mundo agora é minha casa. Redonda, bem espaçosa e repleta de pessoas com quero estar. No final das contas, o mais importante não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;exatamente&lt;/span&gt; em que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;cômodo&lt;/span&gt; de minha nova casa estou, contanto que esteja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;exatamente&lt;/span&gt; onde quero estar: “Acima de meus sapatos e debaixo de meu chapéu”, como dizia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Oscar&lt;/span&gt; Wilde. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-6769920638363442661?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6769920638363442661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6769920638363442661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/liberdade-na-forma-mais-pura.html' title='Liberdade na forma mais pura'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1727802370958840519</id><published>2007-10-13T17:22:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:29:11.199-07:00</updated><title type='text'>Novidades, muitas novidades</title><content type='html'>Amigos,&lt;br /&gt;creio que ao ler as novidades do blog vocês entenderão o porque de mais um sumiço nas postagens. Creio que esta foi a fase com mais mudanças de planos e situações marcantes de minha aventura pela América do sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhei na mina, joquei futebol, vi um homem sendo assassinado, joguei golfe em campos de sal, putz, muita coisa, só lendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas novidades principais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Agora estou trabalhando temporariamente como consultor de marketing na Bolivia. Agora Virei palestrante internacional! Fiz um video e postei, senão ninguém iria acreditar em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Muidei drasticamente de plano: Vou pedalando RUMO A CUBA! Além do mais, consegui arrumar tudo para passar uns dias com Alberto Granado, melhor amigo de Che Guevara (se não conhecem, vejam "Diários de motocicleta")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, espero que gostem tanto de ver estas novas aventuras quano eu gostei de vivê-las. Agora tá tudo atualizado: Fotos, videos e textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1727802370958840519?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1727802370958840519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1727802370958840519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/novidades-muitas-novidades.html' title='Novidades, muitas novidades'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-5877307833860895172</id><published>2007-10-13T17:19:00.001-07:00</published><updated>2007-10-13T17:19:57.392-07:00</updated><title type='text'>Saudades, saudades, saudades...</title><content type='html'>Bolívia – Uyuni, 11 de outubro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez tenho que fazer uma série de despedidas ao sair de Uyuni. Sei que algo paradoxal, mas me sinto psicologicamente, porém emocionalmente fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um viajante como eu não existe até logo, apenas Adeus. Tá difícil de lidar com isso....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-5877307833860895172?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/5877307833860895172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/5877307833860895172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/saudades-saudades-saudades.html' title='Saudades, saudades, saudades...'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-4331441716296517677</id><published>2007-10-13T17:17:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:19:10.952-07:00</updated><title type='text'>Vi um homem sendo assassinado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia - Uyuni, 10 de outubro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de ter passado a noite com uma amiga suíça, saíamos de um barzinho quando vimos um homem sendo brutalmente assassinado a poucos metros de nós. Não sei se me espantei mais com a cena ou com o fato de já estar acostumado com a violência, pois venho do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sairmos, havia um homem deitado no chão da rua, se movendo com certa dificuldade. Uma caminhonete passou por ele com as quatro rodas, uma delas pela cabeça, de uma só vez. O carro fazia a volta e se preparava para passar uma vez mais sobre o corpo agora não mais se movia. Olhava para expressão do motorista para buscar o que ele sentia ao matar uma pessoa assim tão brutalmente, mas não vi medo, raiva, remorso ou qualquer coisa que possa fazer desta pessoa um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei apressadamente Janine, minha amiga suíça, ao bar novamente, para evitar choque maior do que já era e também por medo de perigos maiores para nós dois. 15 minutos depois voltei ao local e não havia mais corpo algum, apenas no chão um boné, muito sangue a um hambúrguer comido pela metade. Se o homem estava comendo hambúrguer, perguntei ao homem da barraca e aos dois clientes o que havia ocorrido, quando fiquei muito espantado ao obter como resposta apenas algo como “que homem? Que carro? Não vi nada!”. Pelo visto a lei do silêncio não é algo exclusivo de nós brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janine não parava de chorar. Era como se ela se sentisse uma princesa vivendo em um mundo protegido chamado Suíça, descobrindo que não era uma princesa e tampouco o mundo era como seu país. Se perguntava como a vida de alguém poderia valer tão pouco, como era possível que nada fosse acontecer com o assassino depois e etc. Muito difícil constatar isso, mas situações como esta e impunidades do tipo são naturais para mim. Fomos para o hotel e mal dormimos, pois ela chorava até o amanhecer, se perguntando quando sairia da Bolívia e quando tiraria a aquelas imagens de sua cabeça.&lt;br /&gt; Eu tampouco consegui dormir, porém não por ter a imagem do assassinato em minha mente. Estou extremamente incomodado por ter essa situação como cotidiana! Não, não posso ter isso como algo tão natural! Me sinto tão desumano quanto quem mata, pois de certa forma posso ter sido conveniente com tudo isso ao decorrer de minha vida, justamente por achar tudo isso normal. Sei que todos aí podem pensar que estou exagerando ou que sou um insensível, porém peço que reflitam para ver se de fato o mesmo não ocorreria com vocês. Se para mim, que sou um pacifista convicto, passou isso, imagine para alguém apenas ligeiramente mais, digamos, enérgico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-4331441716296517677?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4331441716296517677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4331441716296517677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/vi-um-homem-sendo-assassinado.html' title='Vi um homem sendo assassinado'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1038066312554143792</id><published>2007-10-13T17:16:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:17:31.949-07:00</updated><title type='text'>Salar de Uyuni, lagunas e demais paraísos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia – Uyuni, 10 de outubro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente depois de ter conseguido a grana necessária para fazer o tour, volto após ter conhecido o Salar de Uyuni, as lagunas verdes, coloras e etc, geisers, águas termais, entre muitos outros lugares que demonstram o quanto a natureza é simultaneamente forte e bela na Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é tão lindo que soa quase como surreal. Eu olhava para cada paisagem e mal acreditava no que via, tirava uma foto e constatava que as lentes apenas captavam algo extremamente belo. Até tirei fotos, mas creio que o que passa por aqui só pode ser captado por quem vê. Lagoas verde, branca, vermelhas e de muitas outras cores que sequem sei o nome, contrastadas com montanhas de outras tantas cores, céus de muitas formas, areias límpidas, com flamingos e “zorros” caminhando sobre as águas. Não sei quantas variações de cores nossos olhos podem enxergar, mas penso que quase todas elas vi por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte de tudo isso está o salar de Uyuni, sendo que desta vez o principal diferencial não está nas cores. Porém, devo dizer que meu trabalho para mostrar o que vejo foi até mais difícil! O silêncio é o que mais nos fala por essas bandas, pro isso me perguntava: Como fotografar o silêncio? Fiquei por alguns minutos apenas escutando o que o silêncio tinha a me dizer, e digo que a melhor música que já ouvi foi esta, sem palavras, sem melodia, sem som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vontade de escrever páginas e mais páginas somente para descrever o que o e senti, mas creio que seria uma grande perda de tempo fazê-lo, pois ainda não encontro palavras para descrever tudo com exatidão. Vulcões cuspindo vapor pela terra, lhamas, banho em águas calientadas por vulcões, “pores” do sol... Como me sinto pequeno ante tanta imponência natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do dia pensava no que mais havia me encantado, porém constatei que mais uma vez estava perdendo meu tempo. É como tentar eleger a mulher mais bonita do mundo: Algo impossível, pois todas são belas, cada qual a sua maneira e com algo de especial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1038066312554143792?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1038066312554143792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1038066312554143792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/salar-de-uyuni-lagunas-e-demais-parasos.html' title='Salar de Uyuni, lagunas e demais paraísos'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-4698648871009827813</id><published>2007-10-13T17:15:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:16:14.020-07:00</updated><title type='text'>Mudança de planos: VOU PRA CUBA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia – Uyuni, 08 de outubro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O responsável do hotel para onde eu estava fazendo consultoria estava construindo um campo de golfe no Salar de Uyuni, obviamente inteiramente de sal. O responsável pelo projeto era um arquiteto francês chamado Christian Pensu, um cara muito bacana, que depois de alguns dias tornou-se um grande amigo, compartilhando comigo suas divertidas historias ao redor do mundo. Como ele estava fazendo o único campo de golfe de sal do mundo, me ofereci para tirar fotos do local para que ele as enviasse aos principais periódicos de golfe, o que renderia uma ótima publicidade para o local. Agora estou em meu segundo emprego na região, que basicamente consiste em tirar fotos e também fazer algumas pirâmides de sal no campo de golfe.&lt;br /&gt;Como ele conhecia praticamente todo o mundo em seus 62 anos de vida, perguntei de qual país ele mais havia gostado, quando ele me respondeu que Cuba é sua grande paixão, assim como sua atual esposa cubana. Disse a ele que tinha o grande sonho de conhecer Cuba, e que este seria o meu próximo destino após minha viagem atual, por isso pedi para que ele me contasse absolutamente tudo sobre este inusitado país. Entre as histórias, descobri vendo algumas fotos que o testemunho de casamento dele havia sido ninguém mais ninguém menos do que Alberto Granado, melhor amigo de Che Guevara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian disse que teria um enorme prazer em mandar um e-mail para seu amigo Albertito, perguntando se eu poderia passar uns dias em sua casa em Havana quando visitasse Cuba, tendo dois dias depois uma resposta positiva. Além disso, Christian me passou uma lista imensa de telefones e endereços de seus amigos em Cuba, para que não me faltassem lugares para dormir enquanto estivesse por lá. Juntando todos estes fatores, mais a oportunidade de realizar simultaneamente os sonhos de conhecer Cuba e de pedalar pela América, não é muito difícil de prever qual foi a minha decisão: VOU PRA CUBA!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou seguindo até Lima, porém não vou mais rumo à Argentina. Agora vou seguindo passando pro Equador, Colômbia e Venezuela, para depois pegar um barco e fazer uma volta de bicicleta pela ilha comunista. De lá não sei para onde vou, e sinceramente nem quero saber. Posso resolver ir ao México, pegar um avião para a Lima e continuar o trajeto antigo ou até mesmo ver que estou satisfeito o suficiente para voltar ao Brasil. Vou para onde eu quiser, por onde eu achar que estarei feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, pai, amigos, família, todos: Não sei quando volto, mas saibam que estou bem. Sei que tudo isso parece uma grande loucura, mas tenho feito o que meu coração manda, e não tenho me arrependido por isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-4698648871009827813?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4698648871009827813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4698648871009827813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/mudana-de-planos-vou-pra-cuba.html' title='Mudança de planos: VOU PRA CUBA'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-4340024209409288193</id><published>2007-10-13T17:14:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:21:00.025-07:00</updated><title type='text'>Trabalhando como consultor de mkt em Uyuni</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para levantar a grana pra fazer o tour, resolvi inicialmente ir a todas as agências de turismo da cidade, para ver se havia alguma maneira de pagar o tour com o meu trabalho. Dizia que não necessitava de dinheiro nem nada, apenas de um lugar para dormir e montar a barraca, mas mesmo assim não tive sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela noite minha sorte mudou. Acabei chegando até Juan Quesada, um dos caciques da cidade, que tem uma rede de hotéis na região e uma agência de turismo também. Inicialmente Juan me disse que não tinha muito para eu fazer por ali, mas que havia gostado da atitude de pedir trabalho e não dinheiro, por isso no dia seguinte veríamos qual seria meu novo emprego. Como o hotel onde eu estava custava 50 dólares, enquanto os outros da região custavam no máximo 3, ele apenas me cedeu um canto numa sauna desativada e empoeirada para dormir, o que pra mim já estava bom até demais. No primeiro dia trabalhei como jardineiro e carregador de areia, justamente para a obra da saúda onde eu dormia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade estava sem luz neste dia, sendo que a prefeitura havia avisado que teríamos mais 2 dias de apagão. Sem luz não há como bombear a gasolina para os carros, o que deixou a cidade absolutamente parada, pois Uyuni basicamente sobrevive dos passeios que são feitos pela região. Ao ver os turistas loucos por vir de tão longe e ter de retornar, assim como os donos de agências loucos por perder tanta grana, imaginei que se eu conseguisse resolver o problema de combustível minha sorte poderia mudar. Me pus a pensar um bocado até chegar à solução mais simples, porém que ninguém havia pensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Juan tinha uma agência de turismo em Potosi, sugeri que ele trouxesse uma de suas caminhonetes lotadas de gasolina para cá, pois as agências estavam perdendo muito dinheiro pela falta de gasolina, o que basicamente quer dizer que ele a venderia ao preço que bem entendesse. Tá bom, isso é capitalismo selvagem, mas foi uma ótima oportunidade para movimentar novamente o turismo da região, além de mostrar para Juan que eu poderia ser melhor trabalhando com a cabeça do que com os braços. Depois disso, disse para Juan que no Brasil trabalhava com marketing e treinamento de pessoas, por isso lhe ofereci uma proposta de Assessoria de Marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estruturei uma boa proposta de treinamento de funcionários para atendimento ao cliente, o que é o ponto mais fraco dos hotéis daqui, seguido de um pequeno plano de endomarketing pra garantir o bom resultado dos treinamentos, algo como planos de incentivo, motivação e etc. Inicialmente treinaria apenas os funcionários do hotel onde eu estava, mas gostaram tanto da idéia que resolveram expandir a proposta para toda a rede! Agora, apenas no meu segundo dia, fui promovido a consultor de marketing, com todas as regalias de hospedagem e comida que eu poderia imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 2 dias fiz o seminário para o pessoal, sendo que o resultado foi tão positivo que me rendeu algumas indicações para trabalhar em outros hotéis de Uyuni e de Potosi. De um dia para o outro, muitas pessoas me convidavam para almoços e festas, quando em certo ponto me vi como uma pessoa realmente importante na cidade. Agora por aqui me chamam de Don Ricardo, que é basicamente um cumprimento que denota hierarquia. O mais engraçado é que eu fiz nada de complexo na minha assessoria! O que para mim era básico antes, me faz um gênio por agora por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente digo que eu poderia ganhar uma boa grana se ficasse por aqui mais alguns meses, mas definitivamente este não é o meu foco. Não faria o mínimo sentido se eu largasse tudo no Brasil para pedalar, para depois parar tudo em função de dinheiro! Viver feliz é o foco, por isso necessito apenas do dinheiro necessário para isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-4340024209409288193?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4340024209409288193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4340024209409288193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/trabalhando-como-consultor-de-mkt-e.html' title='Trabalhando como consultor de mkt em Uyuni'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-5306903573663348744</id><published>2007-10-13T17:12:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:13:34.079-07:00</updated><title type='text'>Uyuni - Primeiros desafios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia – Uyuni, 27 de setembro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 3 dias de estrada difícil e semi-desértica, coisa que pelo visto é normal na Bolívia, eis que chego à cidade de Uyuni para conhecer seu famoso deserto de sal. Aqui faz um frio desgraçado, com ventos que por vezes te deixam inclinar o corpo sem cair no chão, e no momento estou com “agradáveis” 8 graus abaixo de zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma boa noite de sono, saí pela cidade para colher informações sobre como chegar ao deserto de sal e às lagunas Verde e Colorada, pontos paradisíacos da região. As respostas dos moradores foram quase unânimes, algo próximo de “tá loco!” e etc. O fato é que no deserto a temperatura pode chegar a 20 graus abaixo de zero, com ventos mais fortes ainda do que em Uyuni, sem asfalto e ainda por cima sem estrada ou sinalização em quase todos os pontos do trajeto, o que faria com que eu me perdesse sem um bom GPS - Acho que essa não vai dar pra mim. Porém, conhecer os próprios limites não necessariamente implica em deixar de superá-los, por isso apenas vou precisar arrumar uma forma de variar o método.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não poderia fazer os 800 km com a Capitu, verifiquei inicialmente a possibilidade de pegar uma carona ou ir de ônibus, descobrindo que ambas as opções são muito raras por aqui. Necessitava ir com uma agência de turismo, que cobrava 80 dólares, quantia da qual obviamente eu não dispunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, vou tentar conseguir algum trabalho pra levantar essa grana. Ainda não sei como vou fazer isso, mas sei que venho de muito longe pra desistir no meio do caminho. Vou tirar o dia pra rodar a cidade e ver as oportunidades que virão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-5306903573663348744?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/5306903573663348744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/5306903573663348744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/uyuni-primeiros-desafios.html' title='Uyuni - Primeiros desafios'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-903537509324310376</id><published>2007-10-13T17:11:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:12:15.429-07:00</updated><title type='text'>Despedida de Potosi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia – Potosi, 24 de setembro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me despeço de Potosi, com uma saudade que mal cabe em mim. No começo da manhã me despedi dos mineiros, depois dos amigos do albergue, depois dos novos amigos espalhados pela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despedida sempre é a parte mais difícil para um viajante como eu... Mas enfim, tenho muito mais mundo para conhecer. Aos amigos potosinos , digo que parte de mim nestas vastas terras altiplanas. Saudades, saudades, muitas saudades...&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-903537509324310376?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/903537509324310376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/903537509324310376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/despedida-de-potosi.html' title='Despedida de Potosi'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-6554008436770029421</id><published>2007-10-13T17:10:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:11:26.244-07:00</updated><title type='text'>Trabalhando nas minas de Potosi</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia – Potosi, 23 de setembro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muita insistência, consegui que me deixassem trabalhar por um dia nas minas de Potosi. Jamais havia visto trabalho sob condições tão precárias e perigosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa no alto da montanha de Serro Rico, num um frio de zero graus, com o agravante da água que encharca o solo e deixa tudo pior quando entra pelas botinas. Conforme vamos adentrando a montanha, o oxigênio fica mais escasso, os espaços ficam cada vez mais sinuosos e claustrofóbicos e a temperatura começa a subir – chegando a insuportáveis 45 graus. Sob condições tão extremas, o trabalhador daqui tem uma jornada que varia de oito a até 24 horas (sem comer, apenas com folhas de coca nas bochechas), das quais agüentei apenas 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar a jornada de trabalho, os mineiros oferecem folhas de coca para “El tio”, a estátua de um diabo, para que não ocorram acidentes e as minas continuem férteis. Quando perguntei sobre a inusitada religião, os trabalhadores disseram que são cristãos, mas que a mina é lugar da Pachamama (a Mãe Terra), e do diabo, que consome vidas neste inferno abaixo da terra. Por aqui não existe vida, não existe deus, apenas trabalho e muita resistência física e mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui eles sobes e descem por espaços minúsculos carregando até 40 quilos nas costas, com pouquíssimo oxigênio misturado ao pó de silício, que consome lentamente os pulmões. Enquanto eu tinha a nítida sensação de que meus pulmões necessitavam de mais do que a mina oferecia, via em contrapartida os mineiros plenamente adaptados com a dura rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas regiões em que os turistas não têm acesso, espantadamente vi crianças de 12, 10 e até 8 anos trabalhando sem diferenciação de um adulto, sem saber o que é escola ou infância. Assim segue a vida por aqui, normalmente até a morte ou a aposentadoria, dentre as quais apenas a primeira opção é conhecida por eles. Para se aposentar pelo estado, o mineiro precisa possuir três fatores conjuntos: 65 anos, 50% dos pulmões comprometidos e 300 contribuições ao sindicato. Por exemplo, se você tem 65 anos, 50% do pulmão ferrado, mas não fez todas as contribuições, infelizmente precisará trabalhar um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntei a José Luiz, um dos mineiros mais antigos de Serro Rico, porque se submeter a tudo isso, ele me fitou seriamente e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amigo, não há outra maneira de sobreviver por aqui. Tenho 67 anos, por isso sou uma exceção entre poucos de nós que passam dos 50. Temos que fazer isso por nossas mulheres e filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E até quando acha que vai fazer isso? – Perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até que El tio me chame, amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver que fiquei muito abalado com suas respostas, José sorriu e mudou o tom da conversa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você trabalhava com o que, menino? Computador? É quase a mesma coisa! Tudo é questão de acostumar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui sorrir com a brincadeira definitivamente séria demais para mim. Sendo assim, perguntei apenas de ele acreditava no que acabava de me dizer. No mesmo instante, José parou de sorrir e manteve uma dignidade comovente no olhar, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No começo eu não acreditava em nada disso, mas com o tempo educamos a mente para isso. Se pensar no quanto tudo é difícil eu nem posso entrar na mina, pois El Tio me devora mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto que estudei para me qualificar no trabalho, pensava que eles não conseguiriam fazer o que faço, porém constato que a recíproca é verdadeira. Amigos, conheci hoje as pessoas mais valentes e resistentes de toda a minha vida, sentindo na pele como a necessidade de sobrevivência nos leva a uma adaptação sob condições tão extremas de vida. Confesso que por hora não sei mais como vou voltar a trabalhar em meu computadorzinho, pois agora sei de fato que há muita gente que vive assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos sair da mina, curiosamente alguns trabalhadores vão para a igreja para agradecer a Deus por mais um dia. Pelo visto, aqui na mina é necessário andar de mãos dadas com Deus e o Diabo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-6554008436770029421?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6554008436770029421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6554008436770029421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/trabalhando-nas-minas-de-potosi.html' title='Trabalhando nas minas de Potosi'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-8304086172589299593</id><published>2007-10-13T17:09:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:10:06.413-07:00</updated><title type='text'>Potosi - Futebol com os mineiros</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia – Potosi, 22 de setembro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje participei de um campeonato de futebol com os mineiros de Potosi. Como venho da “Terra do futebol arte”, olhava para as arquibancadas e via que todos apontavam para mim, imaginando que veriam um gênio jogar, coitados. rs Aliando este nervosismo ao fato de que eu não sou propriamente um craque, imaginem no que deu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dois minutos do primeiro tempo cruzaram a bola para mim na pequena área, quando apenas chutei o vento e caí de bunda no chão, que vergonha. O zagueiro adversário pegou a bola e aproveitou o contra ataque, marcando o primeiro gol da partida. Todos riam muito de meu infortúnio, menos o técnico, que estava vermelho de tanto gritar “brasileño de mierda!”, “Hijo del putra!”, entre outras expressões não exatamente amigáveis e hospitaleiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, meu momento chegou no segundo tempo da partida. Como agora tenho relativamente um bom preparo físico, aliado ao fato de que os mineiros estão cheios de silício nos pulmões, apenas eu conseguia correr enquanto todos estavam cansados. Daí por diante tudo foi muito mais fácil, pois eu apenas precisava chutar a bola pra frente e sair correndo, que nem o Forest Gump, conseguindo fazer três gols até o final da partida. Infelizmente nosso time perdeu mesmo assim, mas como eu me diverti! Engraçado, eu estava acostumado a me divertir apenas quando vencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda boa pelada, tudo acabou com muita cerveja e piadas. O técnico do meu time dizia aos outros que “o brasileiro joga mal que só, mas como corre!”. Por via das dúvidas, fico na arquibancada em caso de uma nova partida. Rs&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-8304086172589299593?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/8304086172589299593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/8304086172589299593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/potosi-futebol-com-os-mineiros.html' title='Potosi - Futebol com os mineiros'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-2963638598935792237</id><published>2007-10-13T17:08:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:09:12.185-07:00</updated><title type='text'>Potosi - Amigos europeus do albergue</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia – Potosi, 22 de setembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou hospedado em um hotel bem baratinho e simpático chamado Koala Den, onde convivo com mochileiros de todo o mundo, principalmente com europeus. Curiosamente, há poucos latinos visitando a América Latina. Acabei formando um grupo de amigos legal, aproveitando o pouco tempo que teremos juntos por nossos pontos em comum de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Emma, a inglesa, também viaja de bicicleta, por isso temos feito ótimas pedaladas por Potosi e redondezas - Sim, de fato também pode ser interessante pedalar acompanhado. Nas horas de hotel, ela me ensina a pintar vasos de barro, por mais que eu ache que ela vai desistir em breve, pois sempre reclama que eu sou muito afobado e minhas mãos tremem. Rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cedric, o francês, é um excelente piadista, capaz de ficar horas me sacaneando por causa da copa do mundo. Fazer o que, tenho que engolir essa. Rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rubem, o Espanhol, é o cozinheiro do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rob Doyle, o irlandês, toca violão muito bem, além de ser uma ótima companhia para discutir política. É muito interessante confrontar os pontos de vista de um latino e de um europeu na política, para ver o que cada um pode agregar ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Celine e Lidy, as holandesas inseparáveis, apenas nos acompanham e escutam cuidadosamente nossas conversas. De vez em quando soltam comentários inusitados, sobre detalhes da paisagem ou das situações que ninguém havia reparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os vários novos amigos há muito outros, por isso detalhei apenas os principais. Haveria também muitas histórias com Ingo, o alemão que saca tudo de economia; Sonja, a alemã que se encanta por tudo que vem do Brasil; Thereza, a francesa que não toma banho, entre muitas outras figuras imperdíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitas noites não dormíamos, seja para conversar, andar pela cidade ou apenas jogar um bom pôquer. Com sorte minha consegui convencer a todos de jogar cartas sem apostar, senão teria perdido até as cuecas! Seja como for, tem valido a pena os dias ao lado de gente tão legal. Percebo diariamente o quanto somos simultaneamente diferentes e iguais. Nossas diferenças têm sem complementado, de modo a fazer com que os dias sejam simultaneamente divertidos, intensos e instrutivos. Vejo em cada um deles o mesmo brilho nos olhos inerente ao viajante, um misto de curiosidade latente e leveza de espírito. Não sei se dá pra explicar, mas quem viaja sabe do que falo.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-2963638598935792237?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2963638598935792237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2963638598935792237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/potosi-amigos-europeus-do-albergue.html' title='Potosi - Amigos europeus do albergue'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-6965462602848682969</id><published>2007-10-13T17:07:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:08:03.084-07:00</updated><title type='text'>Paixão por Potosi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou perdidamente apaixonado por Potosi, vendo aqui uma casa que tão bem me acolheu. Se antes pensava em apenas passar a noite por aqui, talvez fique pelo menos uma semana ou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fiz muito radical até as águas vulcânicas de Tarapaya, só descida maneira. Como é um lago vulcânico, resolvi dar uma de descobridor e tentar chegar até o fundo. Depois de me cansar de mergulhar e perder o fôlego, resolvi tomar a inteligente decisão de perguntar a profundidade do local: “1000 metros”, respondeu o sujeito ao idiota que vos escreve agora. rs. Quem cuidava do local era um gentil senhor chamado Fred, que passou o a tarde comigo a contar lendas dos Incas. Falava de tesouros, cemitérios, rituais e muitas outras historias que me contagiavam e estimulavam a imaginação, como as crianças que ouvem historias do avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lama vulcânica é muito divertida para brincar de passar no corpo, por isso não pensei duas vezes antes de fazer isso. Pra manter a fama de Joselito, taquei lama no alemão que estava do meu lado, que logo tacou em mim e no sueco a seguir. Conclusão obvia: Guerra de lama!!!rs muito divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, amei este lugar de primeira, pois de alguma forma tudo aqui mexe profundamente comigo. Algo aqui me faz respirar mais leve (e não é a altitude!), como se houvesse uma profunda harmonia entre o espaço, as pessoas e eu.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-6965462602848682969?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6965462602848682969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/6965462602848682969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/paixo-por-potosi.html' title='Paixão por Potosi'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-8428161099784714961</id><published>2007-10-13T17:05:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:06:49.236-07:00</updated><title type='text'>Reflexões quase revolucionárias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como havia dito nos primeiros trechos da Bolívia, não tinha me sentido muito à vontade com o povo daqui, mas minha opinião se modifica gradativamente. Se eu continuar neste ritmo, vou me apaixonar pro todos e me sentir um autêntico boliviano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na Bolívia há muitos índios camponeses, que muitos ainda chamam de mitayos. Para suportar a dura rotina de trabalho que lhes é imposta eles mascam muita folha de coca, o que deixa suas bocas e dentes verdes e com uma gosma escura a escorrer pelos lábios, o que lhes confere um aspecto terrível. Nas típicas reflexões de pedalada, percebi que não fazia sentido o meu afastamento, pois estas pessoas eram o motivo da minha viagem. Sendo assim, resolvi passar o dia numa aldeia de mineradores de Potosi, disposto a ouvir cada palavra do que eles tinham a me dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao conversar mais com estas pessoas - com um pouco de dificuldade, pois eles falavam mais quéchua do que castelhano- percebo mais uma vez que as fronteiras entre nós e o outro, assim como as fronteiras geográficas, são invencionices do homem. Descobri um povo extremamente pacífico e trabalhador, por isso me senti bastante envergonhado devido ao juízo inicial que fazia deles. De fato a exploração é algo rotineiro e ao mesmo tempo aceito entre eles, por isso agora sinto um certo nojo de quem os explora, não mais deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediante a uma rotina tão dura, confesso que esperava ouvir brados de ira ou algo do tipo, por isso fiquei surpreso ao verificar um misto de conformidade e garra para superar as adversidades diárias, me levando a pensar se o excesso de passividade lhes é prejudicial algumas vezes. Não sei, talvez fosse melhor usar esta garra tão grande para sair da exploração, não para sobreviver a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–––––––––––––––––––––––––XXXXXXXXXXXXXX––––––––––––––––––––––––––––&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao bendito filme Diários de motocicleta, em muitos povoados me chamam de “compay Guevara”. Como detesto qualquer tipo de comparação, no início ficava bastante chateado, mas agora até atendo quando me chamam assim. Em comum talvez tenhamos a determinação que separa sonhadores de utopistas, ou também a vontade de conhecer o que só era visto nos livros, mas creio que as semelhanças parem por aí. Sinto decepcionar a muitos, mas não sou um revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto como se uma semente muita fértil estivesse germinando em mim, mas não faço idéia de quais serão seus frutos. Por hora, vou me deliciando com a gostosa sensação de ser mudado pelo mundo, depois posso pensar em mudá-lo, talvez.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-8428161099784714961?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/8428161099784714961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/8428161099784714961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/reflexes-quase-revolucionrias.html' title='Reflexões quase revolucionárias'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1314044354820830398</id><published>2007-10-13T17:04:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:05:21.742-07:00</updated><title type='text'>Desafio - Subir os 4400 metros de altitude de Potosi</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bolívia – Potosi, 21 de setembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de três dias e meio de subida dura, finalmente consigo chegar até a cidade povoada mais alta do mundo: Potosi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que iria enfrentar a meu maior obstáculo até então, por isso sentia um misto de medo e preguiça ao imaginar que subiria com a Capitu até 4400 metros acima do nível do mar, assim como sabia que entraria no altiplano boliviano, o que significa enfrentar ventos mais fortes ainda (o que eu achava impossível) e temperaturas abaixo de zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar à grande serra, via lá no alto a estrada onde eu devia chegar, sabendo que acima das nuvens havia mais caminho a seguir. Se eu imaginasse o obstáculo completo a transpor, com certeza não subiria a serra ou sequer sairia do Rio de Janeiro, por isso me concentrei em vencer cada quilômetro. Como subi muito lentamente o corpo se adaptou bem com a altitude, por isso não senti dor de cabeça, tontura ou algo do tipo, mas o grande problema era o ar que me faltava cada vez mais a cada metro. Se ao subir uma serra de bicicleta o ar já falta normalmente, acrescentem a isso o impacto do vento, do frio e da altitude para imaginar a dificuldade. No começo da serra eu pedalava 5 km e descansava, depois passei a descansar a cada 1 km, depois a cada 100 metros, depois 10, para finalmente, nos últimos 500 metros vencer, apenas carregar a Capitu. Não sei explicar com ou porque, mas sabia que conseguiria, por isso segui confiante até o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar ao final da serra, olhava para baixo e não acreditava no que acabara de ter feito. Absolutamente esgotado, deitei a Capitu no canto da estrada, sentei-me ao seu lado e me pus a chorar compulsivamente, sem saber exatamente porque fazia aquilo – Me deu vontade e chorei, apenas isso. Ainda me pergunto como consegui, mesmo sabendo que não tenho todas as respostas para isso, então apenas me delicio com a gostosa sensação de pedalar entre as nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que ainda estou no começo da jornada, e que desafios e recompensas maiores virão, por isso estou cada vez mais empolgado para seguir em frente. Puxa, imaginava desde a minha casa como seria difícil subir esta serra... Puxa, consegui!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1314044354820830398?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1314044354820830398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1314044354820830398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/desafio-subir-os-4400-metros-de.html' title='Desafio - Subir os 4400 metros de altitude de Potosi'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-7448522356164946160</id><published>2007-10-13T17:01:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T17:03:18.593-07:00</updated><title type='text'>Potosi - Hospitalidade e partida de futebol.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bolívia – Potosi, 17 de setembro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como começou a chover e ventar muito forte enquanto eu estava ao pé da serra de Potosi, resolvi parar para descansar no pequeno povoado de Viña Pampa. Que lugar mais isolado e aconchegante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco minutos após minha chegada, toda a cidade se juntou para me recepcionar (digo toda mesmo, pois são apenas 250 habitantes), com hospitalidade e curiosidade tão grandes que fizeram com que eu me sentisse em casa, e olha que essa é a primeira vez que sinto isso na Bolívia. Passei a tarde com as crianças, vendo o quanto elas são iguais em toda parte, pois a vida é que nos modifica com o tempo. Brincaram com a Capitu, tiramos fotos, me contaram piadas e até tentaram me ensinar um pouco de quéchua (que obviamente entendo patavinas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao anoitecer me juntei com o pessoal mais da minha idade para jogar futebol, com a cidade inteira ao lado do campo querendo ver o “gringo desajeitado” jogar. Como aqui o pessoal joga muito mal, pelo menos para os padrões brasileiros, posso dizer a modéstia de lado e dizer que joguei muito! Dei ovinho, lençol e fiz quatro gols, sendo um deles driblando dois e mais o goleiro! As meninas se juntavam nas laterais do campo e gritavam em coro “gringo, gringo!”, foi muito divertido. Me senti o próprio Ronaldinho, mesmo sabendo que sou considerado um grande perna de pau no Brasil. No final da partida, fizemos guerra de lama e tomamos banho de chuva, como nos meus tempos de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso com seguridade dizer que hoje foi o primeiro dia em que realmente curti o pessoal da Bolívia. Estava preocupado com isso, mas agora está tudo em paz. Cara, que gente simples e feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-7448522356164946160?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7448522356164946160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7448522356164946160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/10/potosi-hospitalidade-e-partida-de.html' title='Potosi - Hospitalidade e partida de futebol.'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-7921407354891581521</id><published>2007-09-16T14:06:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T14:08:46.249-07:00</updated><title type='text'>Bolívia - Perrengue mais grave</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia, Santa Cruz da Serra – 14 de setembro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje cometi meu primeiro grande erro, que pretendo não repetir mais, para minha própria segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ainda estava capital Santa Cruz (há 300 km atrás), pedi informações a um taxista sobre o caminho mais curto até Sucre, fazendo o mesmo com outra pessoa para confirmar a informação. Até me deram o caminho mais curto, mas não me informaram que era com 300 km de asfalto e mais 300 de semi-deserto, com estrada de cascalho ou areia fora, sem água e com subidas impedaláveis. Ainda por cima, no início da estrada ruim me disseram que o asfalto viria depois de uns 20 km no máximo, por isso fiquei no meio desse semi-deserto, tendo que pedalar mais 35 km de subida pra chegar até o próximo ponto com água e alguma civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me dei conta, estava eu no meio desse lugar desconhecido e nada amistoso, com apenas 400ml de água, tendo que pedalar por subidas ladeadas de abismo, cm caminhões escorregando e etc. Para chegar até o próximo povoado tive que pedalar durante a noite, mal sabendo que tipo de bicho tinha por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um típico caso em que coragem demais seria sinal de loucura de verdade, por isso decidi pegar carona assim que chegasse nesse povoado. Felizmente deu tudo certo e agora está tudo bem! Preciso aprender com esse erro para não fazer isso de novo, caso contrário os resultados podem ser nada agradáveis...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-7921407354891581521?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7921407354891581521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7921407354891581521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/bolvia-perrengue-mais-grave.html' title='Bolívia - Perrengue mais grave'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-7441295627385005385</id><published>2007-09-16T14:02:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T14:06:32.032-07:00</updated><title type='text'>Bolívia - Culinária local</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cara, como a comida daqui é diferente da que comia no Brasil!! Acompanhem a rotina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 – Café da manhã:&lt;/strong&gt; Um pãozinho duro parecido com pão de hambúrguer, que se come sem manteiga nem nada. Para acompanhar, Tody COM ÁGUA. O detalhe é que servem tudo pelando de quente, independente do calor que esteja. Até para se pedir refrigerante é preciso diferenciar se eu o quero quente ou frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 – Almoço e janta:&lt;/strong&gt; Antes de tudo, foi uma confusão danada pra descobrir como funciona o sistema de refeições na Bolívia. Primeiro te servem uma sopa, depois um negócio que eles chamam de “segundo”, que é basicamente uma comida seca, com alguma carne, arroz e batata frita ou cozida. Pombas, agora imaginem o que era descobrir qual era a comida quando o camarada chegava e dizia “mira, hay sopa y segundo para cenar”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e como se come frango por aqui!! Frango picante, frito, cozido, broaster (frito na pressão) e de diversas outras maneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 – Bebidas:&lt;/strong&gt; Digamos que os refrigerantes têm sabores no mínimo diferentes para mim, acostumado com guaraná, coca e etc. Têm refrigerantes de mamão, côco, tamarindo, melancia, pêssego e por aí vai. De vez em quando eu encontrava uma bebida mais careta, tipo de limão ou laranja, mas no geral comia tudo com água mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha bebida salvação foi um treco chamado “Pilfruit”, que é um suco com iogurte, vendido em saquinhos de 170ml pela bagatela de R$ 0,10 (0,50 bolivianos, na moeda local). Esse suquinho é vendido extremamente gelado, sendo ótimo para estabilizar a temperatura do corpo quando o sol bate na cuca da gente o dia inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai, que saudade da comida e da bebida do meu Brasil!! Tenho até sonhado com feijão, guaraná, suco de açaí e etc...rs&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-7441295627385005385?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7441295627385005385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/7441295627385005385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/bolvia-culinria-local.html' title='Bolívia - Culinária local'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1620306424255783440</id><published>2007-09-16T14:01:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T14:02:52.724-07:00</updated><title type='text'>Bolívia - Primeiros obstáculos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia, Santa Cruz da Serra, 13 de setembro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo agora de um povoado isolado chamado Hierba Buena, já sentindo que o buraco é muito, mas muito mais embaixo MESMO quando se trata de pedalar na Bolívia. Quando se pede informação, dizem aqui que a estrada é plana quando a subida tem menos de mil metros, pois aqui é mais do que natural pedalar por algumas serras assim diariamente (mil metros equivalem a serra de Petrópolis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente hoje subi três “serrinhas” desse tipo, sem contar os ventos muito fortes que fazem a Capitu parar mesmo enquanto estamos na descida (imaginem pra subir como é). Pedalar na Bolívia definitivamente não é para qualquer um! Não vou dizer que o meu corpo não está sentindo a dificuldade tremendamente aumentada, mas sinto que meu corpo está se adaptando muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra grande dificuldade é que não se consegue comida por aqui, por isso tenho sempre que pagar por todas as refeições. Pelo menos tudo aqui sai muito barato, devido à moeda daqui ser muito fraca com relação ao Real – Pra se ter uma idéia, dá pra almoçar e tomar um refrigerante vagabundo com o equivalente e R$ 2,00. Creio que minha escassa grana vai durar no máximo até Cusco, por isso vou ter que pensar em alguns trabalhinhos pra fazer por aqui, tipo limpar banheiro, chão e demais bobagenzinhas que só faz quem precisa muito! Rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------XXXXXXXXXXXXXXXX-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, o idioma foi uma grande barreira, pois eu não estava acostumado com a rapidez verbal e o sotaque boliviano. Já me adaptei e agora vivo tudo em espanhol: Troquei o idioma do celular, vejo e ouço tudo neste idioma também. Para minha agradável surpresa, já estou pensando e até sonhando em espanhol! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1620306424255783440?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1620306424255783440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1620306424255783440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/bolvia-primeiros-obstculos.html' title='Bolívia - Primeiros obstáculos'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-8602736296913229636</id><published>2007-09-16T13:58:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T14:01:17.507-07:00</updated><title type='text'>Bolívia - Primeiras impressões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia, Porto Suares, 11 de setembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como todos disseram que a estrada até Santa Cruz da Serra é impedalável, com alguns ciclistas me desaconselhando a pedalar no trajeto, resolvi pegar o famoso “trem da morte”. Aliás, o trem que tinha na hora não tinha nada de “da morte”! Tinha ar condicionado, muitos seguranças, serviço de bordo e até filminho do Chuck Norris passando na TV! .Vocês não imaginam como é divertido ver Bradock dublado em castelhano!!!rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, começo a ficar preocupado com o que me aguarda quanto ao povo boliviano. Espero estar enganado, mas tive hoje amostras de muito pouca hospitalidade aqui por essas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem se acostumou com a hospitalidade brasileira, foi um choque inicial ver como os bolivianos tratam viajantes como eu. Primeiramente, todo mundo tenta me enrolar por qualquer motivo pra tentar arrumar alguma grana, mal sabendo que viajo sin una plata!rs. Pra se ter uma idéia, houve um momento em que eu precisava subir com a Capitu cheia de peso por algumas escadas, quando um boliviano “muito gentil” me disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Amigo, deixa que eu ajudo a carregar!&lt;br /&gt;- Se puder, agradeço muitíssimo, mas você vai me cobrar por isso? - Perguntei&lt;br /&gt;- São cinco bolivianos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após ouvir que eu não tinha dinheiro, a simpatia do rapaz agora era uma cara fechada, que se virava sem dizer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo também que talvez não haja tanta prestatividade por aqui, como algo cultural mesmo pelo visto. Quando eu estava na fila do trem, com toda a bagagem da Capitu nas costas e com as duas mãos ocupadas, pedi ajuda a ma pessoa da fila quando uma sacola minha caiu no chão. O rapaz fechou a cara e olhou para o outro lado (pelo menos não resolveu me cobrar), quando fiquei pasmo e repeti o pedido, quando ele de cara fechadíssima pegou a bolsa do chão. Realmente para mim isso foi um choque cultural muito grande, pois isso no Brasil é algo mais do que natural e nem se precisaria pedir normalmente. De toda forma, me serve de aprendizado ver que o que para mim é natural nem sempre se aplica ao outro também, vice e versa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-8602736296913229636?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/8602736296913229636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/8602736296913229636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/bolvia-primeiras-impresses.html' title='Bolívia - Primeiras impressões'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-273760535763323818</id><published>2007-09-09T19:27:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T19:28:20.476-07:00</updated><title type='text'>Rumo a Bolívia!!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mato Grosso do Sul, Corumbá – 08 de agosto de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de 120 km de estradas de terra fofa, eis que escrevo à beira da fronteira com a Bolívia. Sinto que estou preparado para seguir em frente, tanto física quanto psicologicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me despeço do Brasil tomando banho de rio e conversando com todos por aqui, fazendo também um check-up geral na Capitu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galera....BOLÍVIA, AÍ VOU EU!!!!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-273760535763323818?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodaamerica.blogspot.com/feeds/273760535763323818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8746729695176383504&amp;postID=273760535763323818&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/273760535763323818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/273760535763323818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/rumo-bolvia.html' title='Rumo a Bolívia!!'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1733835564811988732</id><published>2007-09-09T19:24:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T19:27:07.022-07:00</updated><title type='text'>Tribo indígena no Pantanal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mato Grosso do Sul, Aldeia Indígena Cachoeirinha – 05 de setembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir para a tribo dos índios, passei algumas horas com os moradores da cidade (Miranda), descobrindo que eles, apesar da proximidade, não conheciam absolutamente nada deles, tendo apenas diversos preconceitos como base -  descobri que o racismo com os índios é muito forte por essas bandas. Mesmo assim, fui ver de perto com índio como eles eram, e confesso que fiquei maravilhado e encontrei aqui o melhor ponto da viagem: A tribo Terena de Cachoeirinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os povos Terena são originários do chamado “Chaco Paraguaio”. Eles falam sorrindo, mantém boa parte da própria cultura e recebe muito bem quem os respeita. Antes de mais nada, pedi autorização do cacique para permanecer ali, e ele me ofereceu sua casa para eu dormir e me apresentou a toda a aldeia como “um branco que queria saber da gente deles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os índios de lá já são bastante civilizados. Eles têm posto de saúde, escolas com merenda fornecida pelo governo, orelhões, casas de tijolos e até um computador. Inclusive o cacique é eleito através de voto direto, com um mandato de 4 anos com direito a uma reeleição, como um prefeito mesmo. Mesmo falando e escrevendo normalmente o português, os índios se comunicavam entre si na linguagem ancestral deles, o Aruak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente ainda lhes cabe nas relações de trabalho com o branco a parte mais difícil e explorada. Os índios que não sobrevivem de artesanato, caça ou pesca ficam 70 dias nas lavouras de cana, sem sombra, bebendo água quente e trabalhando mais de 12 horas por dia. Eles dizem que o governo melhorou as condições de trabalho em alguns canaviais, mas somente os que são legalizados (minoria na região).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o dia inteiro conversando com os moradores da aldeia, passando nas escolas, lavouras, casas e cada esquina, ouvindo cada uma das pessoas de diferentes idéias e idades. Confesso que vi muito mais dignidade neles do que em nós, homens brancos. Ganhei sementes de Pau Brasil (será que se eu plantar no Rj nasce?) e um livro didático sobre a história dos povos Terena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto presenciar as histórias dessa gente, acabei pensando em idéias simples e sem custo algum que ajudariam tremendamente a eles nas áreas de agricultura, educação e cultura. Tirei o dia seguinte para marcar a qualquer custo uma audiência com a prefeita da cidade para expor as minhas soluções, que apresento logo abaixo. A assessora da prefeitura disse que eu teria de marcar audiência com 1 mês de antecedência, mas disse que era um viajante e teria apenas aquele dia para falar com ela, por isso ficaria ali até conseguir 5 minutos de bate papo. Parece que deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1 – As escolas da aldeia vão até o ensino médio, mas há um grande abismo que ainda separa os índios da universidade. Mesmo com o acesso diferenciado, a bolsa de estudos da Funai demora 3 meses para cair, e os índios não podem se sustentar nas faculdades de tempo integral durante esse tempo, com despesas de moradia e alimentação. Até há um fundo para estas despesas, mas eles correspondem a somente 10% da necessidade dos índios.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Pombas, já que o índio vai receber a grana retroativa, porque não conceder um empréstimo para quem comprovar que passou no vestibular e recebeu a bolsa da Funai? Seria um empréstimo de apenas 3 meses e com baixíssima taxa de inadimplência, afinal eles têm uma grana certa pra receber, além do que já é provado que a inadimplência diminui conforme o poder aquisitivo diminui também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prefeita me disse que pode ser feita uma parceria com a Fundação Bradesco, e o fato da ausência de custos facilitaria a aprovação do projeto. Liguei para o Diretor da escola da aldeia para passar as instruções e cobrar os resultados. Agora é com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2- Os índios receberam tratores e sementes para o plantio, mas desconhecem as melhores técnicas para lidar com a terra, por isso as plantações raramente vingam.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Me reuni com o secretário de agricultura, dizendo que eles perderiam dinheiro sucessivamente enquanto não mostrasse ao índio as melhores práticas de plantio. Basta mandar para as tribos um profissional da Embrapa para estudar a terra e passar o conhecimento aos índios. Caramba, isso não tem custo algum!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário assinou um documento se comprometendo a mandar um técnico da Embrapa ao local. Agora o cacique que cuide para fazer com que a promessa se cumpra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3 – Distância cultural entre brancos e índios.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Imaginem comigo: Se eu, que fiquei 2 horas conversando com as pessoas da cidade, já ouvi diversos preconceitos que não procediam com a realidade que vi com meus olhos, imaginem como cresce uma criança por lá? Quando indaguei para a prefeita sobre a ausência de trabalhos de integração de culturas, ela me disse que sempre fazia feiras de artesanato e que uma vez até havia mandado as crianças para fazer cerâmica com os índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contive a raiva e disse apenas que assim o problema de integração só aumentaria, pois assim todo mundo vai associas o índio somente a arte e etc, quando eles tem muito mais a oferecer! Se fosse mandado um ônibus da escola para a tribo, as crianças poderiam passar o dia com as crianças da tribo e ouvir o povo de lá. Após isso, não me interessa se as crianças vão ter uma impressão boa ou ruim dos índios. Apenas quero que eles formem opinião com o que eles vêem, como eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei feliz pela possibilidade de ajudar de alguma forma esse povo que me acolheu tão bem! Vou ligar para o cacique ao final da minha viagem para ver se minhas idéias deram algum fruto.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1733835564811988732?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodaamerica.blogspot.com/feeds/1733835564811988732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8746729695176383504&amp;postID=1733835564811988732&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1733835564811988732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1733835564811988732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/tribo-indgena-no-pantanal.html' title='Tribo indígena no Pantanal'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-2760569936004550891</id><published>2007-09-09T19:19:00.002-07:00</published><updated>2007-09-09T19:22:11.455-07:00</updated><title type='text'>Mato Grosso do Sul- aprendizados</title><content type='html'>Sempre que me perguntam de onde venho ou para onde vou, ouço sempre as mesmas coisas: “Tu é doido!”, “Vai ter coragem assim lá longe!”. Começo a ver o quanto a loucura e a coragem andam juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer o que parece loucura é necessária uma boa dose de coragem, assim como uma dose de loucura cai muito bem para quem necessita de coragem. Não me vejo nem tão louco e nem tão corajoso como dizem por aí, apenas tenho um sonho e sigo atrás dele, sendo feliz enquanto o realizo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mato Grosso do Sul, Dois irmãos do Buriti – 01 de setembro de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando digo que sou ateu, tenho a impressão que daria no mesmo se eu dissesse que sou ex presidiário, por isso aprendo a esconder isso. Isso quando não me cismam de tentar me converter, um saco!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado disso é que sempre me chamam pelo caminho de menino abençoado. Há uma fábula muito conhecida por aqui que diz que Jesus visita as pessoas através de gente comum, por isso muita gente acha que sou manifestação divina. Pra dizer a verdade sou sim, e todos somos. Vejo divindades em cada pessoa que encontro pelo caminho, por isso posso me considerar um grande peregrino à procura de suas divindades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–––––––––––––––––––––––––XXXXXXXXXX–––––––––––––––––––––––––––––––&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ganhei dois pães para levar durante a viagem, sabendo que aquela seria provavelmente a minha única alimentação do dia. Ao parar para encher as garrafas de água, uma mãe com um filho no colo me pediu para comprar as toalhas que vendia, para dar de comer para a criança. Disse que não tinha dinheiro, mas me sentei para dividir o meu pão com eles. Claro que pensei que aqueles pães me fariam falta, mas vi que faria falta para eles também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando parei para encher novamente as águas durante o almoço, um pastor resolveu me dar mais pães frescos e ainda me pagou um suco. Contei da situação que havia ocorrido pela manhã, me arrependendo logo em seguida por pensar que ouviria mais um sermão bíblico. Ele simplesmente me disse que na vida é assim mesmo, que o bem gera o bem. Sei lá, recebendo o pão de volta ou não, me fez bem ver outra pessoa bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–––––––––––––––––––––––––XXXXXXXXXX–––––––––––––––––––––––––––––––&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do dia, parei em uma pequena fazenda para descansar e beber água. O dono de lá perguntou se eu não queria passar o dia por lá, dizendo que recentemente havia passado por lá um americano que também cruzava a América do sul de bicicleta e tinha adorado as conversas com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas passei 2 dias lá, tendo tomado banho de rio transparente, cavalgado, aprendido a laçar boi e vivido com muita tranqüilidade. É gostosa a sensação de acordar pela manhã e tirar você mesmo o leite que vai beber, fervendo-o com a lenha que você mesmo cortou. Conheci um pantaneiro de apenas 16 anos, que me ensinou a fazer arapucas, me mostrou as frutas que posso comer na estrada e muitas outras coisas. Saudades desse pessoal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–––––––––––––––––––––––––XXXXXXXXXX–––––––––––––––––––––––––––––––&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que saí do Rio de Janeiro, fiquei preocupado por pensar que estava saindo de casa. De tão bem acolhido que tenho sido, pensei o mesmo ao sair de SP e acredito que vai acontecer o mesmo ao sair do MS ou até do Brasil. Penso agora que a minha casa é o Brasil, a América do Sul ou onde eu estiver pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é simples de explicar, mas vejo que todas as pessoas são muito diferentes, mas que há uma grande igualdade que une a todos, que é o fato de que vivemos na mesma casa redonda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que as fronteiras são invencionices do homem. Confiro na prática o que o Raul Seixas queria dizer quando se referia a fronteiras como “cercas embandeiradas que separam quintais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mato Grosso do Sul, Aquidauana (entrada do pantanal), 03 de setembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pela primeira vez encontrei algum perigo durante a viagem. Não sei explicar como, mas na hora do aperto bate um sangue frio e uma percepção mais aguçada das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sujeito na igreja onde pedi abrigo me ofereceu sua casa para passar a noite. Apesar de vê-lo bem vestido e aprumado, resolvi conversar mais com ele antes de aceitar o convite. Ele dizia ter sido o homem mais rico daquela cidade e etc...e aprendi desde os tempos de Rio de Janeiro a ter um pé atrás com quem conta muita vantagem. Para ver a fama do sujeito na cidade, pedi licença pra comprar doces e conferi com a dona da lojinha sobre a fama do rapaz na cidade (em lugares pequenos todos se conhecem). Descobri que o cara era ex-presidiário e estava solto sob condicional, tendo mais de 50 processos de agressão nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi que ele não estava armado e que eu teria chance em uma eventual briga, pois ele era tão magricelo quanto eu. Disse que seguiria viagem até a próxima cidade e mesmo assim ele insistiu em me acompanhar até o centro. Foi quando eu achei uma república de universitários, entrei cumprimentando todo mundo como se fossem meus amigos de infância (eles não me conheciam mas não falaram nada), e disse ao moço que havia encontrado alguns amigos que poderiam me dar abrigo por lá mesmo. UFA!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caras da república me receberam muito bem, enchendo a minha noite de histórias da juventude do campo e de ótimas gargalhadas. Aprendo muito com eles sobre agronomia, criação de gado e diversas outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saudade dos meus tempos de faculdade...rs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-2760569936004550891?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodaamerica.blogspot.com/feeds/2760569936004550891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8746729695176383504&amp;postID=2760569936004550891&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2760569936004550891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2760569936004550891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/mato-grosso-do-sul-aprendizados.html' title='Mato Grosso do Sul- aprendizados'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-3523692298687133768</id><published>2007-09-09T19:16:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T19:18:06.594-07:00</updated><title type='text'>Dormindo com sem terras - Mato Grosso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mato Grosso do Sul, Nova Alvorada do Sul – 29 de agosto de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme eu havia planejado, dormi no acampamento dos sem-terras no dia seguinte. Todos viviam sem luz e em barracas feitas de lona, isso sem contar o chão de barro, os mosquitos e as condições nulas de saneamento básico. Vi gente com seus 30anos, que procuram terras desde que nasceram, e que ainda não perdem as esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava que todo acampamento era do MST, mas esse era da CUT. Me apressei para conversar com o líder do acampamento, um senhor dócil e forme chamado Seu Guilherme. Descobri inicialmente que somente no Mato Grosso do Sul existem vários grupos acampando, entre eles o MST, a CUT, o FAF e o FEPAG. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo ele, somente o MST e o FEPAG invadem terras e vão para o conflito direto, enquanto os outros grupos acampavam na porta da propriedade com a autorização do proprietário da fazenda, utilizando o INCRA para negociar a compra da terra e depois dividi-la. Um detalhe que descobri posteriormente é que o governo não dá a terra e nem muito menos para por elas em dinheiro. Eles pagam ao fazendeiro em títulos agrícolas, que podem ser trocados nas empresas que devem impostos ao governo. Após isso, o trabalhador que recebe a terra é obrigado a destinar parte de sua plantação para pagar pela terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Seu Guilherme já está no movimento há 7 anos, já tendo assentado cerca de 100 famílias e sem jamais ter tido a sua, pois há gente que precisa mais do que ele. Ao me despedir, lhe fiz duas perguntas, ficando comovido e surpreso com as respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Guilherme, o senhor acredita que haverá reforma agrária efetiva no Brasil?&lt;br /&gt;- Olha, se eu não acreditar, não posso nem mesmo estar por aqui, mas confesso que por várias vezes já pensei em desistir...&lt;br /&gt;- E o que é necessário para que as terras comecem a ser divididas?&lt;br /&gt;- Olha, meu filho, de política mesmo. Sem gente no congresso pra lutar pela gente não dá pra conseguir nada. Aí a gente vai precisar ir para o conflito, e a polícia sempre defende o lado de quem tem mais dinheiro, aí vai começar a morrer sem terra em todo lado e a coisa não vai mudar nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São conversas como essa que fazem minha visão de mundo ir mudando drasticamente. Nem todos os sem-terra são violentos como a TV mostra, e eles são mais inteligentes e organizados do que imaginei. Desejo-lhes sorte, paz e terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria visitar também um latifundiário, para ouvir o outro lado da história. Infelizmente eles raramente estão nas propriedades que ocupam.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-3523692298687133768?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodaamerica.blogspot.com/feeds/3523692298687133768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8746729695176383504&amp;postID=3523692298687133768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/3523692298687133768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/3523692298687133768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/dormindo-com-sem-terras-mato-grosso.html' title='Dormindo com sem terras - Mato Grosso'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-3588928007171961466</id><published>2007-09-09T19:12:00.006-07:00</published><updated>2007-09-09T19:15:06.474-07:00</updated><title type='text'>Mato Grosso do sul - Começo</title><content type='html'>Engraçado, antes eu estava encarando o Brasil apenas como um meio caminho até chegar aos outros países da América do Sul, e hoje aproveito cada palmo aqui por essas bandas, chegando a recusar caronas, dizendo que vou perder muito Brasil se fizer isso. Cruzo agora a entre SP e MS, me perguntando dos novos desafios e das novas pessoas que conhecerei, esperando ser tão bem acolhido como fui até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é grande esse Brasil! Todo mundo imagina isso, mas ver com os próprios olhos é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mato Grosso do Sul, Bataguaçu – 28 de agosto de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nestes primeiros 100 km de MS, posso dizer que é como se eu entrasse em um país completamente diferente, e olha que ainda falta o Pantanal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta variedade de aves! Verdes, vermelhas, azuis, roxas, coloridas araras, pica-paus, papagaios, gaviões e outras que nem sei nomear ainda. Engraçado, mas antes eu olhava procurava uma gaiola quando ouvia barulho de pássaros, mas hoje olho para o céu. Definitivamente estes bichos ficam muito mais bonitos quando estão livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estradas ficam piores e mais desertas ainda, e olha que já me avisaram que isso vai piorar mais e mais. Chegava a pedalar por 80 km sem ver qualquer ser bípede ou algum lugar para beber água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos latifúndios, digamos que podem ser um capitulo a parte. Existem terras com 60 km quadrados! Caramba, isso deve ter o tamanho de muitas cidades! Sem contar que aqui quem manda são os latifundiários, só o governador do MS possui 240 mil hectares (cada hectare mede 100 metros quadrados) de terras. Normalmente estas terras são usadas simplesmente para pastagem de gado. O detalhe é que cada vaca precisa de 1 hectare, o que equivale a uma casa pequena no Rio de janeiro. Começo a ver mais atentamente o que o nosso hábito de comer carne exige...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo agora mais nitidamente a vital necessidade da tal da reforma agrária que eu mal ouvi falar na escola. Vi alguns acampamentos de sem-terras, e sinto um clima freqüente de estopim no ar... Parece que a qualquer instante haverá conflitos por aqui. Antes de sair dessas terras, vou tentar dormir num acampamento de sem-terras, para saber dessa história de reforma agrária pelo lado de quem precisa da terra, cuja voz eu jamais ouvi na TV.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-3588928007171961466?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodaamerica.blogspot.com/feeds/3588928007171961466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8746729695176383504&amp;postID=3588928007171961466&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/3588928007171961466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/3588928007171961466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/mato-grosso-do-sul-comeo.html' title='Mato Grosso do sul - Começo'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-2081451830762119236</id><published>2007-09-07T13:27:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T19:10:46.219-07:00</updated><title type='text'>São Paulo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Aparecida (SP) 17 de agosto de 2007&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de estrada tranqüila, porém com muitos imprevistos, incluindo pneu furando, cordas prendendo na corrente e pro aí vai... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à Catedral de Nossa Senhora da Aparecida e fiquei estupefato com dimensões tão grandes! Vê-se logo as religiões tipicamente masculinas devido ao complexo que os homens têm com tamanho, Freud explica, rs. Tudo é anormalmente grande e imponente por lá, como que para fazer a gente se sentir pequeno perante Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me impressionei com o poder que a religião tem sobre as pessoas. Vi gente chorando no altar, outros rezando emocionadamente, outros simplesmente agradecendo. Vi grupos de fiéis que vindo a pé de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e etc, em romaria. Mesmo não apreciando religiões, passei a respeitas profundamente essas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo tudo isso, fui ao mirante da igreja e refleti mais um pouco acerca de Deus. Sim, continuo ateu, porém aprendo a ver Deuses e Demônios e cada pessoal. Ao pensar assim, minha viagem pode ser considerada uma grande romaria, rumo a uma religião que criei pra mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja mantém um albergue, onde dormi quentinho, tomei banho, jantei e tomei café pela manhã. Ta, é assistencialismo puro, mas não dá pra negar coisas assim na minha situação, né! Rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------XXXXXXXXXXXXXXXXxx--------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passar por Taubaté, encontrei com um casal que me pediu remendo para pneu. Parei para consertar o pneu deles e paramos para conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz, que se apresentou como “Baiano”, saiu do Rio Grande do Sul e ia para Cachoeira Paulista, com a namorada na garupa e apenas uma mohjila para os dois, pois estava desempregado há 1 ano e recebeu uma proposta de emprego em São Paulo. Sem um único centavo no bolso, pegou a namorada, uma bicicleta de ferro e sem marcha, e seguiu sua viagem há 20 dias atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei como eles faziam para comer, e foi aí que o Baiano me ensinou a “manguear”, o que quer dizer passar nos restaurantes da estrada, falar da aventura e depois pedir um almoço. Disseram eles que enjoaram de tanto comer! Vou lembrar disso pelo caminho nas horas de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que saíram, eles trocaram a bicicleta por uma pior, porém com aros mais fortes para agüentar a namorada na garupa, venderam a barraca para comprar remédios e por aí vai. Um cara desses teria ido longe se estivesse em uma grande empresa e tivesse tido ou feito outras oportunidades na vida.&lt;br /&gt;Eu tenho que mostrar a história desse dois para a minha mãe, pra ela ver o que ser doido de verdade! Rs&lt;br /&gt;OBS: Saudades, muitas saudades do meu povo no Rio de Janeiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SP – Presidente Prudente, 26 de agosto de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra vocês verem como mãe é mãe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu na estrada, quando recebo a ligação da dona Heloiza. Entre outras coisas, ela me diz o seguinte: “Ricardo, você ta sentindo alguma coisa no pé? Hoje sonhei que seu pé tava cheio de carrapatos... isso não é coisa boa!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite passada eu havia cortado o calcanhar cavalgando. Um machucadinho bobo, mas por via das duvidas tasquei band-aid e pomada! Minha mãe não costuma errar com essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------XXXXXXXXXXX–––––––––––––––––––––––––&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexplicavelmente os fatos cotidianos se encaixam perfeitamente, fazendo com que tudo de certo na viagem. Quando a noite caiu, eu ainda estava na estrada e me faltavam 20 km para chegar ao meu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente vejo na estrada um carro com um senhor que parava para descansar em seu parati velhinho, quando parei para conversar com ele para saber do local mais próximo para acampar. Depois de um bom bate papo, ele topou me dar uma carona, mas avisou que não arrumaria lugar para eu dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estaca tirando a Capitu do carro, ele começou a me sugerir alguns pensionatos baratos para eu dormir, quando uma jovem moça passou por nós e nos ouviu, e logo disse que sua mãe cuidava de um pensionato ali pertinho! Ao chegar à pensão, contei a historia para a moça (Dona Vera), e ela resolveu não me cobrar nada. “Deve ser pecado cobrar de um menino desses! És um menino abençoado, meu filho!”, dizia ela para mim efusivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abençoado, eu?!Parando para ver, sinceramente acho agora que sim. Sou abençoado por cada pessoa que encontro no caminho, por isso me sinto muito feliz e cada vez mais apaixonado por nossa gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São Paulo, Presidente Epitácio 27 de agosto de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio está aumentando gradativamente. Enfrento diariamente ventos muito fortes, me fazendo pedalar em pé nas até nas poucas estradas planas. Se continuar assim, vou acabar me esquecendo para que me serviam os freios! Rs Quanto mais eu pedalo, mais o tempo castiga, as subidas aumentam e as estradas pioram. Bom treino para começar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje dormi na casa de um padre, um alegre senhor chamado Francisco, que é italiano e está em missão no Brasil há 16 anos. Ele me fez uma macarronada italiana de brócolis, me deu cama, conforto e divertidíssimas conversas. Quando ele perguntou da minha religião, não tive coragem de dizer que era ateu, e muito menos para mentir para meu anfitrião, por isso apenas disse que havia sido batizado na Igreja da Penha, desconversando falando sobre a magnífica vista que se tem de lá. Acho que colou, mas vão acabar me dizendo que é pecado enrolar um padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto comíamos, o padre me perguntou o que eu fazia antes de resolver pedalar a América, e lhe disse que trabalhava com RH mas que pedi demissão para realizar este grande sonho. Francisco me disse que muitos devem achar isso um desperdício de tempo e uma grande loucura, mas que eu não ligasse para isso e seguisse em frente. Para ilustras o que disse, ele utilizou uma metáfora (ele era ótimo com isso!) de um salmo ou algo do tipo. “Quando jogamos uma semente na terra, aparentemente ela está sendo jogada fora, quando poderíamos comê-la. Mas os que sabem quando e o que plantar, colhem os frutos com o tempo”. Precisava de uma metáfora dessas pra dizer pro pessoal antes de ir... mas agora já era. Rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente estou ficando emotivo demais com o tempo. Até metáforas bíblicas me comovem agora!! Fala sério. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-2081451830762119236?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodaamerica.blogspot.com/feeds/2081451830762119236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8746729695176383504&amp;postID=2081451830762119236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2081451830762119236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/2081451830762119236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/so-paulo.html' title='São Paulo'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-4381675538757199700</id><published>2007-09-07T13:26:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T19:11:38.683-07:00</updated><title type='text'>Rio de Janeiro - O começo</title><content type='html'>Rio de janeiro, Serra das Araras, 15 de agosto de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me preparei para agüentar a viagem através de muito planejamento e treino físico, para agora ser pego por um feroz oponente: A saudade.&lt;br /&gt;Sinto vontade de voltar pra casa e recomeçar a viagem amanhã, apenas para poder dar um abraço em todos mais uma vez. Enfim, sei que dá pra seguir em frente. Saudade não mata, eu acho.&lt;br /&gt;–––––––––––––––––––––––––XXXXXXXXXX–––––––––––––––––––&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao procurar lugar para dormir pela noite, fiz 3 novos amigos: Paulo, Antônio e Crioulo (apelido, é claro!). Fiquei na casa de um deles, ganhando cama, coberta quentinha, lugar para um banho quente (estava muito frio), e até mesmo alguns suprimentos para levar durante a viagem. Além de tudo isso, tive um bate papo dos melhores durante a noite. Isso é que eu chamo de começar com o pé direito!!&lt;br /&gt;–––––––––––––––––––––––––XXXXXXXXXX–––––––––––––––––––&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, Volta Redonda, 15 de agosto de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei para fazer comida em um posto para caminhoneiros, quando via sentado na outra mesa uma pessoa fantástica, o seu Josué. Ele está há 14 anos andando pela estrada, pegando uma carona de vez em quando, passando por boa parte do Brasil nesse tempo todo.&lt;br /&gt;Seu Josué é um "velhinho" de 57 anos (o sol diário lhe conferiu um envelhecimento precoce), que saiu de Governador Valadares (MG) para andar por aí, fugindo de um grande problema que ele preferiu não me contar, dizendo que ainda era novo para compreender certas coisas.&lt;br /&gt;Perguntei onde ele queria chegar. Seu Josué olhou para baixo por alguns segundos, depois olhou profundamente para mim com os olhos lacrimejando, e disse: "Estou indo para Buenos Aires. Ainda não sei como nem quando, mas até o final da minha vida eu chego lá!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me disse que eu encontraria depois de 48 Km um posto chamado "Pinheirinhos", e pediu que eu procurasse a máquina de música e procurasse a música 11 do CD do Elton John, que me faria entender a viagem dele e do que ele tanto foge. Ao chegar neste posto, fui informado que a máquina havia sido retirada há 8 dias...uma pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá na paz, seu Josué! Vou lembrar do senhor quando pisar em Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em Resende, obviamente passei na CASA&amp;VIDEO para ver o pessoal de lá. Fui muito bem recebido pelo gerente, o que me faz crer cada vez mais na grande família que deixei por essas bandas. Marcos Antônio (o gerente) me deixou dormir na casa dele e voltou a trabalhar. Quando chegou, me levou para comer alguma coisa e conhecer a cidade. Graças a estas grandes gentilezas, posso agora postar no blog através da internet da casa dele.&lt;br /&gt;Sei que não darei tanta sorte nos outros dias, então deixe-me aproveitar o conforto inesperado e agradecer imensamente pelo cuidado que recebi. Valeu, Marcos! Valeu pessoal da CASA&amp;amp;VIDEO! Vocês são muito importantes para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-4381675538757199700?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodaamerica.blogspot.com/feeds/4381675538757199700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8746729695176383504&amp;postID=4381675538757199700&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4381675538757199700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/4381675538757199700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/aparecida-sp-17-de-agosto-de-2007.html' title='Rio de Janeiro - O começo'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8746729695176383504.post-1835472783278361951</id><published>2007-09-06T07:43:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T18:11:46.832-07:00</updated><title type='text'>Primeiros Passos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;No primeiro momento,&lt;/span&gt; sinto mais saudade do que medo, e sei que isso tende a aumentar na proporção do tempo,assim como a minha determinação pra superar tudo isso. Depois de tanto treinar e planejar, por instantes pensei em desistir, apenas por saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, pai, Renata, Rodrigo, o pessoal da Casa e Vídeo, família, amigos, conhecidos, vizinhos...tanta gente que comprou este sonho comigo e que agora vão acompanhar tudo por internet ou sabe-se lá como...Galera, relaxem!! Eu volto bem, sadio e feliz pra viver a vida com cada vez mais intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei muito hoje, por saudade, felicidade e um medo gostoso, jamais por tristeza. Confesso que neste exato instante olho para as minhas pernas e digo "aguardem o que lhes espera".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me espera...imagino talvez 30%, sendo todo o restante ocupado pelo adorável desconhecido. Neve, vulcão, frio,fome, sol, com certeza. Pessoas, amizades, aventuras, paisagens, lágrimas, sorrisos, vitórias também. Seja como for, estou feliz pelas coisas que virão, pois agora sinto que viverei a vida com uma intensidade tão grande que me faz choras por nada, sem saber o motivo, apenas pela quantidade de emoções me habitam simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Então...VAMOS LÁ!! Rodar a América, curtindo cada centímetro e cada pessoa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8746729695176383504-1835472783278361951?l=rodaamerica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodaamerica.blogspot.com/feeds/1835472783278361951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8746729695176383504&amp;postID=1835472783278361951&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1835472783278361951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8746729695176383504/posts/default/1835472783278361951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodaamerica.blogspot.com/2007/09/primeiros-passos.html' title='Primeiros Passos'/><author><name>Roda América</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13150369616405846090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
